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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Descoberta sustância que pode levar à cura do Alzheimer

O texto a seguir foi retirado do site da BBC Brasil:
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131010_descoberta_alzheimer_an.shtml

"A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico."

Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

 A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, disse à BBC: "Este não é o composto que você usaria em pessoas, mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo."

Ela disse que o composto oferece um "novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção" e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.
Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

Leia mais clicando no link (acima do texto) do site da BBC Brasil.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Estágios da doença de Alzheimer

O que significa DEGENERATIVO?

O cérebro, como todos os órgãos, degenera e isso pode acarretar condições mentais adversas como perda de memória, comprometimento cognitivo e, em casos graves, demência.
DOENÇA DE ALZHEIMER

CAUSA MAIS COMUM DE DEMÊNCIA, TRATA-SE DE UM QUADRO DEGENERATIVO PROGRESSIVO, EM QUE PLACAS CAUSAM DANOS AO CÉREBRO.

ESTÁGIOS DA DOENÇA:

Os sintomas e a progressão da doença de Alzheimer variam de pessoa a pessoa. No entanto, se agravam conforme a doença progride e áreas extensas do cérebro são afetadas, ainda que em alguns casos possa haver períodos em que o paciente aparenta melhora. Geralmente, há três estágios no seu desenvolvimento.

Estágio 1. Sintomas: A pessoa se torna cada vez mais esquecida, o que tende a causar ansiedade e depressão. No entanto, a deterioração da memória é consequência normal da idade, não sendo, por si só, prova de Alzheimer.

Estágio 2. Sintomas: Há perda da memória, principalmente de eventos recentes, além de confusão sobre a época ou o lugar onde se está; dificuldade de concentração; afasia (incapacidade de encontrar a palavra certa); ansiedade; instabilidade e mudanças de personalidade.

Estágio 3. Sintomas: A confusão se agrava e há possibilidade de surgir sintomas psicóticos, como delírios ou alucinações. Pode haver reflexos anormais e incontinência.

DIAGNÓSTICO:

Pode ser diagnosticada pelo sintomas, embora escaneamentos cerebrais, exames de sangue e testes neuropsicológicos também possam ser requeridos.

TRATAMENTO:

A conduta terapêutica visa retardar a degeneração, mas não chega a estacionar o declínio por completo. Ao final, serão necessários cuidados especiais para com o doente, Inibidores de acetilcolinesterase são capazes de retardar o progresso da doença de Alzheimer nos estágios inicial e intermediário; já a memantina, nas fases mais adiantadas.

Bibliografia:

Graziela Costa Pinto. Envelhecimento e disfunções. São Paulo: Duetto, 2009. 72p. (O Livro do Cérebro, v. 4).

Foto: Publicado na Revista Ciência Hoje 243

SITES SOBRE A DOENÇA:
http://www.abraz.com.br/ - Associação Brasileira de Alzheimer - Informações sobre a doença, orientações para o familiar/cuidador, Agenda dos Grupos de Apoio da ABRAz e muito mais.

http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/Index/8/Alzheimer/0/0/1-10?id=290&sourceName=artigos - Drauzio Varela.com.br - Informações gerais como por exemplo: recomendações aos familiares e aos doentes.

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/4985/atividade-fisica-e-alzheimer - Artigo "Atividade física e Alzheimer" - Descreve a progressão da doença, o declínio das funções cognitivas e motoras, a velocidade da evolução e pesquisas mostrando que a atividade física pode reduzir o risco de Alzheimer em até 50%.

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/4980/doenca-de-alzheimer - Artigo "Doença de Alzheimer" - Descreve a doença, os estágios e fala sobre as linhas de pesquisas em desenvolvimento, como uma vacina contra as placas de proteína beta-amilóide.

domingo, 27 de junho de 2010

Maconha é ineficaz para o tratamento de Alzheimer



Estudo científico comprova que a maconha é ineficaz contra mal de Alzheimer e
destrói neurônios.

Um estudo publicado no jornal científico Current Alzheimer Research desmente pesquisas anteriores que afirmavam que o uso de maconha poderia trazer “benefícios” no tratamento do Mal de Alzheimer (doença neurodegenerativa caracterizada pela progressiva deterioração cognitiva e é a forma mais comum de demência). Segundo estes antigos estudos, a substância química HU210, uma fórmula sintética dos componentes encontrados na maconha, conseguiria estimular o crescimento de novos neurônios em ratos que carregavam uma toxina responsável pela formação de placas no cérebro, assim como na doença de Alzheimer.

Nos novos estudos, promovidos pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e pelo Instituto Coastal Health Research, foram usados ratos carregados com os genes humanos responsáveis pelo mal de Alzheimer - considerado por ser um modelo mais preciso para a doença em seres humanos.

Os cientistas esperavam bons resultados com o uso dos componentes da maconha, mas os ratos, tratados com altas doses de HU210 durante várias semanas, não se mostraram em condições melhores do que o grupo de controle – os animais que não ingeriram nenhuma substância. O efeito foi contrário: os animais que tomaram a droga acabaram com danos irreversíveis nas células cerebrais, confirmando a maioria dos estudos que afirmam que o uso da maconha afeta a inteligência e gera doenças.

O resultado desta pesquisa põe em xeque todos os demais estudos que pretendem “comprovar” os supostos benefícios do uso de maconha por portadores de males neuropsiquiátricos. Mais estudos devem ser feitos antes de colocar muita esperança nos benefícios da maconha para pacientes de Alzheimer.

Os efeitos maléficos da maconha atingem com certeza o comportamento e a personalidade dos usuários, além da síndrome amotivacional. Uma pessoa que use maconha tem como objetivo alcançar um estado diferente de percepção sentir-se como num sonho ou para relaxar-se. A constituição desses grupos reforça a certeza de que consumir maconha é a coisa certa, que a maconha é uma das coisas mais importantes da vida dele.

A respeito da legalização da maconha por ela trazer supostos benéficios, há uma certa hipocrisia por parte dos usuários em basear-se em artigos para defender o seu próprio consumo. Quando alguém mostra um artigo citando a maconha como “alvo-terapêutico”, os usuários dizem: “Viu só, estudos mostram o uso da maconha para o tratamento do câncer, da epilepsia, …”, mas quando alguém mostra artigos desmentindo seus benefícios, eles dizem: “AH…mas o álcool também destroí os neurônios” e aquele artigo nem é tocado. A via é de mão única!!!! São tão céticos que não observam isso!!!

Fonte:
http://www.publicaffairs.ubc.ca/2010/02/08/marijuana-ineffective-as-an-alzheimer%E2%80%99s-treatment-ubc-vancouver-coastal-health-research/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Olho: Uma janela para o diagnóstico de Alzheimer



A doença de Alzheimer (AD) é a principal causa de demência* no mundo, trata-se de um quadro degenerativo progressivo, em que costuma ser associada à formação de placas e emaranhados de proteína (beta-amielóide) que, depositada no cérebro, leva à morte de neurônios. Embora áreas especializadas do cérebro são mais conhecidas como sítios da patologia de AD, crescente evidência mostra que o olho, particularmente a retina, é também afetada.

Alterações na retina de pacientes com AD estão associados com a degeneração e perda de neurônios. Avaliar as mudanças patológicas no cérebro durante a vida é um processo indireto e o olho pode ser usado como uma janela para as doenças do cérebro.

Uma técnica de exame de olhos, desenvolvida em Londres, permite um diagnóstico com até duas décadas de antecedência. Pesquisadores acreditam que sendo o olho uma extensão do cérebro, quando o reagente desenvolvido para ser aplicado como colírio atingir a retina, a substância assinala as células mortas, que são detectadas por uma câmera com raios infravermelhos. Cada pontinho é uma célula morta, mais de 20 pontos, sinal de Alzheimer. A técnica foi um sucesso em ratos e agora começará a ser testada em humanos.

A doença de alzheimer pode ser amenizado com tratamento medicamentoso que varia de pessoa para pessoa e depende de quando a doença é descoberta. A grande vantagem da técnica revolucionária é poder começar o tratamento precocemente, para desacelerar o envelhecimento e a morte de células.

* Demência = Perda de memória progressiva, confusão mental e alterações comportamentais.

Referências:
- O livro do cérebro;


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Café previne alzheimer?



Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem, mas pode atingir outras regiões, comprometendo outras funções. A prevalência (casos já existentes) e incidência (casos novos) aumentam dramaticamente com a idade. Dado do IBGE, de 2000, estima-se a prevalência da doença de Alzheimer em nosso meio em 1 milhão e 200 mil de pacientes, com a incidência de 100 mil novos casos por ano.

Informações sobre Alzheimer é pouco explorado na mídia, com algumas exceções, em relação a sua importância, fatores de risco, patologia, tratamento e genética. Vários estudos reunidos em um artigo de divulgação científica da Agência FAPESP, do dia 6/7/2009, indicam que o uso de cafeína leva a redução de níveis anormais de placas amiloides, depósitos de proteínas que bloqueiam e matam neurônios do cérebro e são característicos da doença.

O interessante do artigo é que mostra estudos com camundongos e humanos realizados nos últimos anos que relatam associação da administração da cafeína em idosos sem sinais de demência.

Interesses em aprofundar os potenciais da cafeína tanto na prevenção quanto no tratamento da doença foram despertados por diversos grupos de pesquisadores a partir de um estudo realizado há alguns anos em Portugal. O estudo inicial relata que o consumo de café durante 20 anos por pessoas sem a doença foi maior do que pessoas com Alzheimer.

O trabalho principal relatado no artigo é com camundongos, mas os resultados foram tão positivos que os cientistas esperam começar em breve testes em humanos.

O trabalho consiste na divisão de dois grupos de camundongos geneticamente alterados para desenvolver problemas de memória, simulando Alzheimer, à medida que envelheciam, um dos quais passou a receber café junto com a água que bebiam, o equivalente a dois cafés expressos. O resultado deste grupo obteve melhor resultado do que o outro grupo que não ingeriu café, mostrando que houve uma redução de quase 50% nos níveis de beta-amiloide no cérebro. A redução da quantidade de enzimas necessárias para a produção de beta-amiloide aparentemente restaurou a memória deste grupo que ingeriu cafeína.

No início do texto podemos ver que “o consumo do café é seguro para a maioria das pessoas pois entra facilmente no cérebro e aparentemente afeta diretamente o processo da doença”, sugerindo que o seu uso pode ser usado como uma medida preventiva, assim como no tratamento do Alzheimer.

Temos que ter em mente que esses experimentos ainda não foram realizados com humanos e também não foi informado a quantidade de café que se pode ingerir sem cometer excessos. Mas sabemos que, ultimamente, o uso do café vem sido associado com benefícios aos funcionamento cerebral. Sendo assim, que tal tomarmos um cafezinho?


Resenha do artigo da Agência Fapesp: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10733/divulgacao-cientifica/cafe-contra-alzheimer.htm