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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

21 de janeiro - Dia Mundial da Religião

Ao longo da história apareceram e desapareceram inúmeras religiões. Hoje exitem milhares delas, embora sejam poucas as que se difundiram pelos vários continentes e que contam com milhões de fiéis.

A criação da data foi com o objetivo de promover a união de todas as religiões existentes no mundo, levando mais fé e esperança ao povo.

Conhecer as religiões é compreendê-las melhor e identificá-las como parte de uma cultura mundial. O respeito mútuo possibilitará um mundo com menos conflitos. As diferenças não impede a colaboração ou o enriquecimento recíprocos. Além disso, conhecer como pensam outras pessoas pode ajudar a compreender melhor a nós mesmos.

As religiões mais numerosas:

Os cristãos. O cristianismo é a religião com mais seguidores - mais de 2 bilhões - e nasceu do judaísmo há quase 2 mil anos. Os católicos, os mais numerosos, são mais de 1 bilhão e tem como líder de sua igreja o papa, que reside no Vaticano, na Itália. Outros cristãos, contudo, não aceitam a autoridade do papa, como os evangélicos e os ortodoxos.

Os muçulmanos. O islamismo é a segunda religião do mundo em número de fiéis. Foi fundada por Maomé há quase 1400 anos, na Arábia. Os muçulmanos são majoritários desde o norte da África até a Indonésia.

Os hinduístas. O hinduísmo é a religião majoritáia na Índia, país mais populoso depois da China. Os seguidores dessa religião são, na atualidade, mais de 800 milhões. O hinduísmo não tem fundador nem profeta: é uma religião muito antiga, e seus primeiros textos sagrados têm mais de 3 mil anos.

Os budistas. O budismo tem um pouco mais de 350 milhões de seguidores no mundo. É uma religião fundada há 2500 anos por Buda, na Índia. Embora seja principalmente uma religião da Ásia, há também budistas em outros continentes.

Os não religiosos e ateus. No mundo deve haver cerca de 1,2 bilhão de não-religiosos e ateus. Há países, como China e Rússia, em que a maioria não tem religião.

As religiões são sinais de identidade, tanto das pessoas como das sociedades. Por isso são tão variadas e têm, ao mesmo tempo, tantas coisas em comum.

sábado, 8 de maio de 2010

"Uma esmola pelo amor de Deus"

"Uma esmola, meu, por caridade

Uma esmola pro ceguinho, pro menino

Em toda esquina, tem gente só pedindo

Uma esmola pro que resta do Brasil

Pro mendigo, pro indigente" - Skank


Saí da padaria com dois enroladinhos de salsicha em um pacotinho que havia sobrado de um lanche rápido de final de tarde que faço antes de ir para a aula de inglês. Em outra mão, um litro de leite numa sacola, quando meus olhos notam um moço, de uns 40 anos, à espera de algo ou alguém do lado de fora da padaria. Curiosamente, eu pergunto o que esperas ali naquele canto, sua voz baixa me diz que espera pelas sobras que todo o dia naquele mesmo horário o moço da padaria, o Antonio, lhe dá. Entrego a ele o meu pacotinho de enroladinhos e pergunto se queres que eu compre paezinhos para ele e para a sua esposa - soube da esposa por perguntar se ele estava sozinho - e humildemente me diz que não é necessário pois estava à espera de Antonio.

Em poucos segundos, nosso cérebro é capaz de ativar pensamentos, experiências e lembranças vividas e associá-las àquela situação de problema social. Insisti quanto aos paezinhos e "nada feito". Dei dois passos em direção ao curso quando me virei novamente com a mão estendida entregando-lhe a sacola com o leite. "Mas você comprou o leite para você, vai te fazer falta", disse aquela voz humilde. Sim, era verdade que eu iria fazer uma vitamina mais tarde com o leite, mas falta, iria fazer para ele e sua esposa muito mais do que para mim. Ele agradeceu e então fui embora com uma sensação de paz.

"O povo brasileiro tem o hábito e a cultura de dar esmola e ainda ter pena dos excluídos, com a visão de que a vida não deu a mesma chance para esses pobres coitados" (Esmola... reportagem de Raul Camilo - revista Filosofia, Ciência e Religião), não poderia ter palavras mais sábias para explicar a minha segunda sensação.

Na visão do Espiritismo e do Catolicismo, um dos atos de maior importância é a caridade. No budismo, as esmolas são dadas por leigos para monges e freiras para conseguir méritos e bençãos, além de assegurar a continuidades monástica. Buda Sidarta Gautama, fundador do budismo, deixou toda a riqueza de sua família para viver na pobreza e de esmola junto com seu povo. A esmola é vista de forma diferente nas diversas culturas no mundo.

Há quem não dê dinheiro como esmola, mas oferece um prato de comida. Certa vez, o lanche oferecido foi negado pelo pedinte, o que ele queria era dinheiro. Confiar que esse dinheiro seja bem aproveitado é uma tarefa difícil, não é mesmo? Vimos pessoas mandando seus filhos pedirem dinheiro no sinal para seus próprios pais. Dinheiro que pode ser usado para comprar drogas, álcool e outros fins. As pessoas do bem acabam pagando por pessoas inescrupulosas, que se aproveitam da oportunidade.

Então, dar ou não esmolas? Como distiguir pessoas oportunistas das pessos que precisam? Por que escolhemos dar esmolas para alguns e não para outros? "Ao contrário de dar dinheiro, pode-se doar tempo e carinho em uma conversa amena e fraterna, incentivando o pedinte a ir à luta em buscas de seus objetivos e conquistas" - Tarefa nada fácil, heim? Com um simples gesto de generosidade podemos mudar o cenário dessa miséria e pobreza.

Interessante ler:
Esmola...
Quando doamos, agimos certo?
E se negarmos, agimos errado?
E você acha correto dar esmola?
Reportagem de Raul Camilo Coelho Motta
Revista Filosofia, Ciência e Religião, Ano 4, n° 8, 2010
ISSN 1881-8734

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tem lido alguma coisa sobre religiosidade?

Dedicar-se a algumas leituras sobre algo que eleve sua mente e faça perceber a espiritualidade que existe dentro de você, de uma forma ou outra promovem o “religare” com a divindade.

Dê mais atenção à sua religiosidade. Precisamos sempre estar ligados a esse sentimento para que tenhamos a que nos apegar nos momentos difíceis. Ter fé é fundamental para que possamos reunir forças e facilitar a resolução de nossos problemas e conseguir benefícios.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Budismo: Religião ou Filosofia?


A palavra Religião vem do latim "re-ligio", que significa "Prestar culto a uma divindade", pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.

A idéia de religião com muita frequência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.

As religiões explicam de maneiras diversas o surgimento da felicidade e do sofrimento. As religiões monoteístas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, afirmam a existência de um criador do mundo, um ser surpremo. O Budismo é uma doutrina não-divina, portanto é alteísta porque não acredita em um Deus criador.

O Budismo fundamenta a crença do renascimento principalmente na continuidade do espírito e na lei universal de causa e efeito, o carma. Acreditam que todo o ser traz em si a possibilidade de alcançar a realização espiritual, através do processo de purificação. Aqui se diferenciam as grandes religiões do mundo.

Algumas pessoas se sentem atraídas pelo cristianismo, por causa do conceito de um Deus criador. Outros, acham o budismo atraente porque ele se concentra somente nas ações dos indivíduos. Certamente é possível encontrar boas razões para apoiar diferentes abordagens.

Uma religião sem Deus? O Budismo talvez possa ser considerado mais como uma filosofia de vida por acreditar somente na evolução espiritual do próprio ser, sem a existência de intervenção divina. Mas se analizarmos o sentido da palavra "religião" que engloba um conjunto de crenças e tradições, o Budismo pode ser dito como tal? Podemos considerar que o Budismo é uma Religião e Filosofia?
Referência:
Dalai Lama. Caminho da sabedoria, caminho da paz. Porto Alegre: L&PM, 2009. ISBN 978-85-254-1930-9

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rainha do Mar

Foto de Patrícia Carmo

"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta" - Jorge Amado

Iemanjá é um orixá africano, tem como significado "Mãe cujos filhos são peixes". Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Rainha do mar, tem como seguidores as religiões afro-brasileiros, e até membros de outras religiões. Pular as 7 ondinhas durante a virada do Ano Novo pedindo sorte e jogar no mar oferendas para a dinvidade, também é uma maneira de homenagear Iemanjá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas, adora cuidar de crianças.

Dia 2 de fevereiro também é dia da santa católica Nossa Senhora dos Navegantes. Em Salvador, a festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de Candomblé e Umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.

Interessantemente, em Pelotas, Rio Grande do Sul, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas e antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes, as embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.

Para ler mais:

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Intolerância religiosa

Tradição africana brasileira

Dia 21 de janeiro, dia Mundial da Religião e dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Data que marca o falecimento da Mãe Gilda, yalorixá do Terreiro Abassá de Ogum, vítima de um infarto depois da invasão e destruição ao seu templo religioso por crentes que se diziam evangélicos, os quais a acusavam de charlatanismo.

Durante séculos, as religiões de matrizes africanas* foram estigmatizadas por falta de informação, preconceito e crenças. Infelizmente, a interpretação e avaliação da tradição africana que começam em locais específicos, ou práticas, que então são generalizadas sem uma razão válida, se limita a sobreviver nos dias de hoje. O processo de reinterpretação dessas religiões começaram há aproximadamente sessenta anos. Antes tarde do que nunca para inverter o estigma que a rodeia. "Os africanos tradicionalmente são vistos como selvagens e irracionais, particularmente no Brasil, país de vasta trajetória escravista e que durante muito tempo rejeitou o legado das diversas culturas negras que por aqui aportaram", fato histórico que possa dificultar o processo de cicatrização.

A doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa é chamada de laicismo. Os valores primaciais do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e a origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado. A religião pode não interferir diretamente na política, como é o caso dos países ocidentais ou a religião tem papel ativo na política e até mesmo na constituição, como é o caso do Vaticano.

"Não se deve confundir a laicidade do Estado com a neutralidade e a cegueira diante das injustiças cometidas contra as religiões no país". A mídia retrata poucos casos de conflitos violentos entre membros de determinadas Igrejas e outras culturas religiosas no Brasil, mas se buscarmos profundamente encontramos as referências. É importante ressaltar e diferenciar pessoas que se consideram líderes religiosos e inventam suas crenças que ridicularizam qualquer doutrina séria dos verdadeiros líderes.

A diversidade de dogmas e culturas tem como base a crença de uma força maior sobrenatural, criador do Universo. Cada religião define suas doutrinas de acordo com sua crença, peculiaridade e riqueza cultural. Uma religião não deve ser concorrente da outra, pois elas são complementares porque surgiram para tentar responder a uma série de perguntas que sempre estiveram presentes ao longo de nossa história. O dia nacional da intolerância religiosa vem nos alertar a importância do respeito e paz entre as religiões.


*As religiões tradicionais africanas envolvem ensinamentos, práticas e rituais que fazem a estrutura das sociedades nativas africanas, refletem concepções locais de Deus e do cosmos. Não acreditam em demônios e seres malignos. Tem consciência de que o homem é inspiração de Deus e tem a capacidade para fazer tanto o bem como o mal. Acreditam na existência de um Criador.


Para ler mais sobre:

Tradição religiosa africana: http://www.ifatola.com/

Reportagens sobre a legalização de terreiros: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para-umbandista-governo-usa-religiao-como-propaganda,499324,0.htm e http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100121/not_imp498975,0.php

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

666 - sescenti sexaginta sex

Imagem de Lúcifer
Catedral Saint-Paul de Liège, Bélgica
Apocalipse 13:18

" Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é número de um homem, e o número é seiscentos e sessenta e seis"

Seis é considerado o mais perfeito número da Antiguidade Clássica e na Idade Média. Na simbologia cristã 6 foram os dias da criação de Deus e representa o número da alma do homem, e é também o número do mal no Apocalipse, o número da besta é 666. A besta apocalíptica é representada por serpente ou dragão adversários do espírito e perversão das qualidades superiores, fonte de tentação e corrupção.

Desde a Antiguidade, o número 6 ocupa um lugar de destaque como número sagrado e era relacionado com as influências do céu, e por isso, dividiram-no em 36 constelações. O número 66 tem relevância na tradição islâmica; simboliza o nome de Alá na simbologia alfa numérica. O número 666 representava o Deus Sol que é um dos nomes usados por Lúcifer (o anjo rebelado contra Deus, o diabo).

Historicamente, a marca 666 foi considerada uma antiga cifra cristã simbolizando uma opressão dos romanos e de seus imperadores. Em grego e em hebraico eram atribuídos valores numéricos às letras segundo o lugar que elas ocupavam no alfabeto, códigos numéricos eram criados, coincidindo o nome de um imperador romano, César Nero, que dizem que foi o primeiro a perseguir os cristãos. Em 66 d.C. estourou uma revolta na Judeia derivada da crescente tensão religiosa entre gregos e judeus.

Todo esse sistema sagrado foi transferido para a matemática e, até hoje, utilizamos o sistema de base 60, que divide o grau e a hora em 60 minutos; o minuto em 60 segundos; e a circunferência em 360 graus.

O livro do Apocalipse capítulo 13, trata de revelações dadas pelo Deus Bíblico, simbolizando o fim deste mundo e o advento de outro. Nos versículos 16 e 17, o autor do Apocalipse estaria associando o uso de um sinal aparente, a marca da Besta, a um controle de escravização do homem, através de um sistema social, político, econômico e religioso. A associação do tipo de marca faz ênfase ao costume comum de se marcar aquilo que lhe é de propriedade.

"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender , senão aqueles que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome"

Este texto retrata fatos históricos do número 6 e a associação da marca 666 com o Apocalipse. Quero tomar cuidado em dizer que não é um relato de opiniões de estudiosos do significado do Apocalipse, o que seria muito interessante postar e o farei logo, pois há estudiosos que interpretam o Apocalipse como uma batalha final entre o bem e o mal, uma guerra no futuro em que Satã deixará o ser humano fazer a sua escolha entre Satã ou Deus. Outros estudiosos interpretam que a Besta do Apocalipse era o próprio Imperador Romano, partindo do pressuposto que o livro foi escrito na época da perseguição dos cristãos pelos romanos e por usar o código numérico do nome do imperador. De qualquer forma, o número 666 pode ser símbolo de uma cultura ou pessoa que combata Deus e Sua Igreja.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Dogma cristã: O bem contra o mal.

Biblia Sagrada Virtual

“Eis que o temor do Senhor é a sabedoria e apartar-se do mal é a inteligência”

O sofrimento é resultado direto dos pecados pessoais? A sua intensidade está relacionada com a magnitude do pecado? Jó está sofrendo muito, portanto Jó deve ter pecado gravemente?Considerado uma das mais belas histórias de prova e fé, o Livro de Jó, manuscrito mais antigo da Bíblia, relata outras causas de sofrimento, o sofrimento humano inocente, e evidencia um personagem que está em grande angústia, tanto pelo sofrimento real como pela ignorância da razão do seu sofrimento.

Jó é apresentado como um homem de destacado caráter espiritual. Temia a Deus e repelia o mal. Jó estava preocupado com que seus dez filhos pudessem ter se apartado de Deus em seus corações. A confrontação de Satanás com Deus pretende demonstrar racionalmente a existência e os atributos de Deus. Para isso, usa apenas a razão humana, sem utilizar nenhum registro sagrado. Satã tem o poder de tentar os seres humanos, satã não tem o poder de forçar nenhum ser humano de cometer um pecado, é o ser humano que comete o pecado.

Satanás acusa Jó de possuir uma piedade interesseira e sustenta que se Jó for privado de suas bençãos materiais, ele cessará de servir ao Senhor. O Senhor concede a Satanás poder para retirar tudo o que Jó tem, mas impede-o de ferir a pessoa de Jó. E então, Jó perdeu seus bens e sua família. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. Satanás afirma que Jó renunciará ao Senhor uma vez que sua pessoa real tenha sido afetada, Deus permite que Satanás prove a fidelidade de Jó mas que lhe guarde a sua vida. Então saiu Satanás da presença do Senhor, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça.

A sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. Jó relata a admirável capacidade do homem para escavar a terra em busca de tesouros. Apesar da busca inspirada do homem por pedras e metais valiosos, ele é incapaz de "escavar" a sabedoria; de fato, ele não sabe sequer o seu valor. Jó dá evidência da posse de sabedoria por Deus observando as obras ordenadas da natureza e afirma que o homem só pode conhecer a sabedoria como Deus a revela. Quando Jó finalmente se cansou de sofrer, vira para Deus e pergunta "Por que essas coisas estão acontecendo comigo?", então Deus disse a Jó "Você é um ser humano limitado, e todo o bem e o mal você nunca vai entender e a única coisa que podes fazer é rezar e fazer a coisa certa". Por fim, Jó expressa arrependimento por ter questionado Deus e pede perdão. A Jó é dado o dobro do que ele possuia antes de suas provações.

O propósito do ensaio era demonstrar que a presença do mal no mundo não entra em conflito com a bondade de Deus.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Uma conversa sobre epilepsia e possessão demoníaca.

17 de dezembro de 2009,

Pastor Xyco, da Igreja Batista e da Capelania do HC-UNICAMP, em seu blog relata nossa conversa sobre a relação da epilepsia com possessão do demônio. Foi uma conversa incrível e com trocas mútuas de conhecimentos. Seu texto cita Hipócrates e a sua tentativa de desmistificar a epilepsia chamando-a “doença sagrada”. Conta também um caso em que uma pessoa não toma remédio porque é crente e tem fé e sua consequência, por não tomar os remédios receitados pelo médico, foi a perda de um órgão transplantado. A palavra "lunático" também aparece em seu texto e em um comentário deixado por um leitor. (ver postagem: A palavra "lunático" e sua relação com possessão e epilepsia)

Embora haja definições distintas entre as religiões, é importante ter cuidado aos fenômenos que observamos, sejam elas espirituais ou clínicas, e a avaliação médica tem que estar presente para todos e pessoas com epilepsia receberão o tratamento correto e sofrerão menos com o estigma que as rodeiam por falta de informação.

O meu interesse por essa conversa surgiu a partir de um compromisso que assumi de escrever um artigo sobre a visão da epilepsia por diversas religiões: catolicismo, protestantismo, espiritismo e budismo, reunindo entrevistas com líderes religiosos e suas respectivas doutrinas juntamente com citações de livros, para o próximo livro do CInAPCe que abordará temas sobre EPILEPSIA.

Estou postando alguns trechos do artigo no blog. É só clicar na palavra EPILEPSIA (em condição neurológica) do lado direito da tela que aparecerá as postagens referente ao artigo.


Blog do XYKO: http://xykomotta.blogspot.com/2009/12/epilepsia-e-possesao-demoniaca.html
Para quem quiser saber mais sobre o projeto CInAPCe: http://www.cinapce.org.br/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sermão da Montanha

Texto da wikipedia:
Pintura de Carl Heinrich Bloch
Achei muito interessante postar este link aqui para todos terem acesso a esse maravilhoso texto e para refletirmos sobre nossas condutas e morais e sobre os valores que estão sendo perdidos para com o outro, seja na amizade, no casamento e com a família.
O que nos rodeia nem sempre é aquilo que devemos seguir. Podemos ter uma criação cheio de valores mas se estamos rodeados por pessoas que não dão os mesmos valores para aquilo que acreditamos pode ser uma ensrascada. Temos que manter o que foi ensinado por nossos pais, os princípios e deveres. Acreditem, nossos pais sabem o que é melhor para gente e podemos sim escutá-los e nos aperfeiçoarmos como ser humano juntamente com nossas experiências diárias.
Cada um tem sua vida mas que devemos sempre compartilhar com outras pessoas. Ninguém vive só, ninguém cresce e aprende o que é viver, sozinho. Vamos refletir e pensar que seremos iluminados se não nos deixarmos abater pelas pedras do caminho e por pessoas sem brilho e que tentam nos distanciar do caminho certo e das pessoas que adicionam luz a nossa vida.
O Sermão da Montanha é um longo discurso de Jesus Cristo que pode ser lido no Evangelho de São Mateus, mais precisamente nos capítulos 5 a 7. Muito provavelmente, resulta da reunião de intervenções ocorridas em momentos distintos. Nestes discursos, Jesus Cristo profere lições de conduta e moral, ditando os princípios que normam e orientam a verdadeira vida cristã, uma vida que conduz a humanidade ao Reino de Deus e que põe em prática a vontade de Deus, que leva à verdadeira libertação do homem. Estes discursos podem ser considerados por isso como um resumo dos ensinamentos de Jesus a respeito do Reino de Deus, do acesso ao Reino e da transformação que esse Reino produz.

Além de importantes princípios ético-morais, pode-se notar grandes revelações, pois aquilo que muitas vezes é tido por ruim, por desagradável, diante de Deus é o que realmente vai levar muitos à verdadeira felicidade. Esta passagem forma um paradoxo, contrariando a idéia de muitos e mais uma vez mostrando que "...'Deus não vê como o homem vê, o homem vê a aparência, mas Deus sonda o coração" (I Samuel 16.7).
Durante esta longa reinterpretação, Jesus exorta as pessoas a não ofender o seu próprio irmão e, se tal acontecer, buscarem uma reconciliação com ele (o ofendido) o mais cedo possível. Jesus amplia o conceito de adultério, afirmando que todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração. Jesus também ensinou que os homens nunca deviam jurar de modo algum, muito menos jurar falso.
Jesus apela também para não resistir ao mau, não devemos resistir fisicamente às agressões (se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra). Ele exorta também para dar a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado (Mt 5, 38-42).
No fim desta reinterpretação da Lei de Deus feita por Jesus, Ele apela aos homens para, se eles quiserem ser os verdadeiros filhos de Deus, amar não só o seu próximo, mas também os seus inimigos, fazendo bem aos que vos odeiam e orando pelos que vos [maltratam e] perseguem, tal como Deus, que faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. No fim, Jesus exorta para todos os homens, com esta prática de amor incondicional e supremo (uma das ideias-chave do Cristianismo), serem perfeitos, tal como Deus Pai, que é também perfeito (Mt 5, 43-48).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Transfiguração de Rafael"


A obra desvia de seu estilo sereno e apresenta uma nova sensibilidade de um mundo turbulento e dinâmico.
Mt 17: 1 a 13
Jesus subiu a um monte para orar com Pedro, Tiago e João e foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Os discípulos tiveram a visão de que Jesus estivesse conversando com os profetas Moisés e Elias.
Pedro e os que estavam com ele estavam acabrunhados pelo sono. Despertando, porém, viram a sua glória e os dois varões, Moisés e Elias, que estavam de pé com Jesus e que falavam da saída dele, que estava para cumprir-se em Jerusalém.
Jesus diz às testemunhas para não contar a visão a ninguém, até que o Filho do homem seja levantado dentre os mortos. E eles calaram-se e não disseram a ninguém, naqueles dias, nada do que tinham visto. E guardaram a palavra consigo, perguntando uns aos outros o que é o «ressuscitar dos mortos».
O quadro retrata as palavras dos dois profetas se dirigindo a Jesus quanto a glória, que na cruz seria manifesta, em Jerusalém. A Paixão e Morte de Jesus.

FRASES




“Quando a vida humana é valorizada – assim como Deus o quis – tanto a religiosidade quanto a ciência são chamados a contribuir para o seu bem”
Pastor Marcos - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

“A fé é uma decisão”
Pastor Xyko - Igreja Batista

“O comportamento humano não se explica só pela matéria”
Frei Calisto - Igreja Santo Antônio do Embaré

"Se soubermos suar no trabalho honesto, não precisaremos suar e chorar no resgate justo"
Livro "Evolução em Dois Mundos"
De: André Luiz, Chico Xavier e Ewaldo Vieira