sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Que Zika!!!!
quinta-feira, 23 de julho de 2015
O poder do café no cérebro adulto e em desenvolvimento.
Karina Toledo, do Rio de Janeiro | Agência FAPESP – A diferença entre o remédio e o veneno muitas vezes está na dose, diz o ditado. No caso da cafeína, pode estar também na idade de quem a consome. Enquanto em indivíduos adultos a substância parece proteger o cérebro de danos causados pelo estresse que podem desencadear quadros depressivos, na vida intrauterina pode atrapalhar o desenvolvimento cerebral e representar um fator de risco para doenças como epilepsia.
Leia mais clicando no título acima!
quarta-feira, 26 de março de 2014
Marca-passo cerebral para epilepsia
Acesse o link da Folha de São Paulo: http://folha.com/no1430898 para saber mais sobre um recente marca-passo cerebral desenvolvido para epilepsia que não responde à medicamentos.
No link, você irá encontrar figuras explicativas e um texto bem fácil de ser compreendido.
Vale a pena conferir!!!
Purple Day: Epilepsia
Fitoterápico entre os mais vendidos do mundo pode levar a aumento de crises epiléticas.http://bit.ly/1gz3GDq
Um dos fitoterápicos mais vendidos no mundo poderá ser alvo de restrições em um futuro próximo. Pelo menos é o que espera um grupo de médicos da Universidade de Bonn, na Alemanha, que publicou uma ampla revisão sobre o assunto no Journal of Natural Products. Eles reuniram evidências de que o Ginkgo biloba, usado como “tonificante cerebral” e indicado para idosos, pode aumentar a ocorrência de crises em pacientes epiléticos e reduzir a eficácia dos medicamentos usados para evitar convulsões. Os autores recomendam que passe a ser vendido apenas com receita médica.
Mutação nas células gliais pode explicar origem da epilepsia. http://bit.ly/1nYBfmb
Crises de epilepsia se originam em descargas elétricas não habituais entre neurônios, o que causa as convulsões. Ainda não se sabe exatamente o que desencadeia essas “tempestades elétricas”. No entanto, segundo cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), a resposta para a epilepsia pode não estar nos neurônios, mas nas células da glia.
Estudos anteriores já mostraram que quando o córtex de moscas-das-frutas não consegue regular adequadamente os níveis de cálcio, os neurônios vizinhos ficam vulneráveis às descargas. Os pesquisadores do MIT identificaram a mutação genética que deixa esses insetos mais propensos às crises – ela ocorre no gene zydeco, que controla o transporte de cálcio no interior das gliais. “O curioso é que a maioria dessas células não dispara impulsos elétricos”, diz a autora do estudo, Jan Melom.
Segundo ela, a mutação evita que pequenas flutuações de cálcio ocorram na glia, o que pode resultar em acúmulo dessa subtância nas células. Situações estressantes, como calor, geralmente aumentam os níveis de cálcio, o que poderia desencadear “algum tipo de reação nas gliais que se propaga para os neurônios”, diz Jan. Como existe uma versão do zydeco em mamíferos, a descoberta pode ajudar a explicar a origem das crises epiléticas em humanos.
Desenvolvimento cerebral, epilepsia e e dificuldade de aprendizagem
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Síndrome de Down poderá ter sintomas atenuados
O estudo de Reeves, publicado recentemente em Science Translational Medicine, pode levar a tratamento capaz de permitir que os portadores da síndrome de Down tenham vidas mais independentes. “Nós temos a possibilidade de dar a portadores da síndrome de Down a capacidade de melhorar seu aprendizado e sua memória de maneira significativa – eu nunca imaginei ver isso em toda a minha carreira”, admite ele. “E agora isso está acontecendo. O jogo mudou”.
Essa melhoria na base de conhecimento levou a uma série de descobertas com promessas terapêuticas, incluindo a mais recente feita por Reeves. Ele e sua equipe estavam tentando restaurar o tamanho do cerebelo em ratos que foram modificados para apresentar as características da síndrome de Down.
O cerebelo fica na base do cérebro, e controla funções motoras, o aprendizado motor e o equilíbrio. Em pessoas com síndrome de Down, e nos ratos usados como modelo para a doença, o cerebelo é cerca de 40% menor que o normal. Ao restaurar seu tamanho, Reeves esperava obter uma melhor compreensão dos processos de desenvolvimento que levaram a anomalias em um cérebro com síndrome de Down.
A equipe de Reeves injetou um composto químico que estimula uma importante rota de desenvolvimento neural em ratos recém-nascidos com Down; entre outras coisas, esse composto organiza o crescimento do cerebelo.
“Na verdade nós não ficamos surpresos em consertar o cerebelo. Essa foi nossa hipótese inicial”, explica Reeves. Mas ele não tinha previsto que, três meses após o tratamento, os ratos com um cerebelo restaurado seriam capazes de aprender a se locomover por um labirinto de água – uma função do aprendizado e da memória que se acreditava ser controlada por outra parte do cérebro, o hipocampo.
De fato, outros tratamentos investigativos para a síndrome de Down são dirigidos ao hipocampo – mas nenhum deles visa essa rota química específica.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Descoberta sustância que pode levar à cura do Alzheimer
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131010_descoberta_alzheimer_an.shtml
"A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico."
Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.
Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.
A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, disse à BBC: "Este não é o composto que você usaria em pessoas, mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo."
Ela disse que o composto oferece um "novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção" e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.
Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.
domingo, 14 de abril de 2013
Como é que o cérebro controla os hábitos?
Os hábitos são comportamentos tão entranhados no cérebro que são realizados automaticamente. “Sempre se pensou − e eu continuo a pensar assim −, que ao realizar uma tarefa habitual não temos de pensar nela, libertando assim o cérebro para pensar noutras tarefas. Mas, ao que parece, este não fica totalmente liberto, pois há uma região do córtex que está dedicada ao controlo deste tipo de tarefas”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Ann Graybiel.
quinta-feira, 21 de março de 2013
A neurobiologia da confiança
Nossa propensão a acreditar em estranhos tem relação direta com a presença de uma pequena molécula no cérebro, a oxitocina. Levantamento internacional revela que os brasileiros são os que confiam menos.
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_neurobiologia_da_confianca.html#.UUslG2NAF0M.blogger
terça-feira, 13 de março de 2012
Mudanças nos tratamentos neurológicos
A tecnologia foi regulamentada em janeiro deste ano no Brasil e está sendo aplicada no Hospital das Clínicas em São Paulo.
A reportagem também cita a criação de uma nova tecnologia para o mal de Parkinson, que consiste na cirurgia de implante de eletrodos cerebrais. Estes eletrodos estimulam algumas regiões do cérebro para corrigir os sintomas do Parkinson.
Veja a reportagem completa acessando:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/multi/?hashId=implante-de-elotrodo-cerebral-corrige-sintomas-de-parkinson-04020C1A3064E0A92326&mediaId=12582040
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Avanços na pesquisa da genética do autismo
Distúrbios do espectro autista - O que é?
É um grupo de transtornos de desenvolvimento caracterizado por problemas com a comunicação, relações sociais e comportamento repetitivo.
O autismo costuma aparecer no início da infância, antes dos três anos de idade. Compromete as três regiões principais do desenvolvimento: habilidades sociais, de comunicação e de comportamento. Cerca da metade das crianças autistas têm dificuldade no aprendizado. No entanto, algumas têm grande habilidade em determinada área, como memória automática ou leitura precoce.
Não há cura para os distúrbios do espectro autista, e o tratamento é baseado em educação de apoio para ajudar a criança a alcançar seu potencial.
Parte II:
Avanços na pesquisa da genética do autismo
Por Elton Alisson - Agência FAPESP (http://agencia.fapesp.br/15114)
Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) deram importantes passos para desvendar o mecanismo genético do transtorno do espectro autista.
Ao estudar, nos últimos três anos, os cromossomos de cerca de 200 pacientes com autismo atendidos no CEGH, os pesquisadores brasileiros identificaram em três deles uma alteração cromossômica do tipo translocação equilibrada, isto é, a troca entre segmentos cromossômicos sem aparente perda do material genético.
“Imaginamos que, por causa desse desequilíbrio no rearranjo cromossômico dos pacientes com autismo, ele tenha uma menor quantidade dessa proteína TRPC-6, o que faz com que menos cálcio vá para os neurônios”, disse Maria Rita dos Santos e Passos-Bueno, pesquisadora do Centro de Estudos de Genoma Humano da USP, à Agência FAPESP.
Em um dos três pacientes, observou-se que essa translocação genética provocou o rompimento de um gene, chamado TRPC-6, que atua em um canal de cálcio no cérebro, controlando o funcionamento dos neurônios, em particular, das sinapses neuronais – a comunicação entre os neurônios.
De acordo com a cientista, essa translocação genética, em que metade do gene TRPC-6, localizado no cromossomo 11, migrou para o 3, aniquilando sua função, é muita rara e dificilmente é encontrada em outros pacientes com autismo. Porém, a via de sinalização celular comprometida pela mutação de um gene relacionado ao autismo, como a observada no paciente atendido, pode ser comum a outras pessoas afetadas pelo distúrbio neurológico. “Em outros pacientes com autismo, a mutação pode estar em outro gene desta mesma via de sinalização celular”, indicou.
Os desafios para os próximos anos serão estudar as vias de sinalização celular envolvidas pelos genes relacionados ao autismo para que se possa tentar desenvolver alternativas de tratamento.
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Parte II: Reportagem na íntegra, acesse: http://agencia.fapesp.br/15114
Autismo para ler e ver:
Livro - Temple Grandin e o Autismo: Linguagem dos bichos (2005). Uma das escritoras mais conhecidas sobre o tema, Temple Grandin é autista e conseguiu descrever em palavras o que significa sê-lo. Temple defende a intervenção precoce e um regime educacional de apoio às crianças com esse transtorno.
Filme - Rain Man (1988), com Tom Cruise e Dustin Hoffman, este último interpreta um autista com memória excepcional.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Exercícios aeróbicos para a memória.
A reportagem é da Agência Fapesp (Divulgação Científica) - 1/2/2011: Exercícios para melhorar a memória. http://www.agencia.fapesp.br/materia/13385/exercicios-para-melhorar-a-memoria.htm
Exercícios físicos aeróbicos podem diminuir a perda de memória em idosos e prevenir o declínio cognitivo associado com o envelhecimento, indica estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
A pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou que um ano de exercícios físicos moderados foi capaz de aumentar o tamanho do hipocampo em adultos mais velhos, levando a uma melhoria na memória espacial. De acordo com estudos anteriores, o hipocampo diminui com a idade, o que afeta a memória e aumenta o risco de demência.
Arthur Kramer, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, e colegas examinaram os cérebros de 60 adultos saudáveis com idades entre 55 e 80 antes, durante e após o período de um ano de exercícios.
Os pesquisadores observaram que os participantes que caminharam por 40 minutos, três vezes por semana, tiveram um aumento de em média 2,12% no volume do hipocampo esquerdo e de 1,97% no direito. O grupo que praticou apenas exercícios de alongamento teve diminuição média de 1,40% no hipocampo esquerdo e de 1,43% no direito no período.
“Os resultados do estudo são particularmente interessantes por indicarem que mesmo pequenas quantidades de exercícios em adultos mais velhos e sedentários podem levar a melhorias substanciais na memória e na saúde cerebral”, disse Kramer, que dirige o Instituto Beckman na Universidade de Illinois.
O artigo Exercise training increases size of hippocampus and improves memory (doi/10.1073/pnas.1015950108), de Arthur Kramer e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1015950108.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Vícios e compulsões
Substâncias aditivas podem ativar o sistema de recompensa da dopamina (neurotransmissor), proporcionando prazer, mesmo não sendo essenciais à sobrevivência. A exposição crônica às drogas leva à supressão dos circuitos de recompensa, aumentando a quantidade necessária para gerar o mesmo efeito.
O sistema opiáceo está envolvido no alívio da dor e ansiedade. A heroína e a morfina unem-se a receptores opiáceos, criando uma sensação de euforia. Os circuitos colinérgicos -onde age a nicotina- estão envolvidos com a memória e a aprendizagem. A cocaína age nos receptores noradrenérgicos, envolvidos com as respostas ao stress e à ansiedade.
A busca pela droga é fruto de uma desistrutura emocional, o indivíduo precisa se empapuçar para suprir essa desestrutura. A sensação de prazer que a droga proporciona a esse indivíduo é maior do que a vontade dele de encarar a realidade, para alguns é cômodo viver assim. A droga passa a ter prioridade em sua vida sem que o afetado tenha noção do acontecido, "prioridade oculta" para mim. Ele tem certeza que pode parar à qualquer momento - será isso uma verdade?
Quanto mais tempo for a resistência, maior o tempo em que o indivíduo estará mergulhado em sua mente, acreditando em verdades e conceitos que a droga lhe traz, e estará perdendo dias valiosos. Segundo palavras do Daniel (na postagem: http://cucacomcafe.blogspot.com/2010/09/defesa-do-uso-da-maconha-para-uso.html?showComment=1292684921643#c6478820105960385893) "a droga percorria nos labirintos da minha mente destruindo o que eu tinha de melhor em mim: a capacidade de aprender e de amar as coisas".
Enquanto isso, vão-se as motivações, os planos e ações, os entes queridos, os amigos que não usam droga, o amor de alguém.
É preciso encarar de frente os problemas da vida, aprender a cair e levantar. É preciso de ajuda e querer se ajudado, sempre!!!
E por fim, gostaria de dividir a mensagem emocionante, que o Daniel me deixaste, com todos para reflexão:
"Durante muito tempo meus pensamentos eram uma cela de prisão, e ser trancado do lado de dentro da mente sem nenhum espaço, é como uma simples gota d´agua que simplesmente cai sem ser notada por ninguém!"
Curiosidade:
Carl Gustav Jung (1875 – 1955), é fundador da escola analítica de Psicologia e introduziu termos como extroversão, introversão e o inconsciente coletivo. O psiquiatra ampliou as visões psicanalíticas de Freud, interpretando distúrbios mentais e emocionais como uma tentativa do indivíduo de buscar a perfeição pessoal e espiritual (texto extraído da Mente e Cérebro - Duetto).
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Como reconhecer um AVC?
- S* (Smile) Peça-lhe que SORRIA.
- T* (Talk) Peça-lhe que FALE ou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com coerência)(ex : Hoje o dia está ensolarado)
- R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.
Caso a vítima apresente alguma dificuldade em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas ou leve-o rápido ao hospital. A demora por atendimento hospitalar pode deixar sequelas.
Divulguem para seus amigos e familiares essas três letras!!!
*AVC - acidente vascular cerebral ou derrame. O AVC é uma doença cérebro vascular (DCV) e é basicamente dividido em dois tipos: o isquêmico (80 a 90%) e o hemorrágico (10 a 20%). Para ler mais sobre AVC acesse: http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=47
Aumentam mortes de idosos por AVC
Por Camila Ancona
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
camila.ancona@rac.com.br
Publicada em 25/10/2010 - Correio Popular digital
O número de mortes por acidente vascular cerebral (AVC) cresceu 16% de 2008 a 2009 em Campinas entre pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados da Secretaria de Saúde. São esses indivíduos, inclusive, os que mais desconhecem a doença, segundo pesquisa realizada em Campinas no ano passado com 130 pessoas. O estudo foi realizado por alunos* do Laboratório de Estudos Avançados do Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O envelhecimento da população e a dificuldade de prevenção da doença podem ter influenciado no aumento das mortes.
A Secretaria de Saúde aponta que as mortes neste grupo passaram de 392 em 2008 para 455 no ano passado. Esse índice cresceu 27,8% quando comparados o período de 2000 a 2009. No ano passado, a região Sul (do Jardim Proença ao Parque Oziel), registrou o maior número de óbitos por AVC: 135. O segundo local com maior número de mortes foi a região Leste (do Alphaville ao Carlos Gomes), com 125 casos.
O envelhecimento da população na região Leste é uma das hipóteses para o aumento das mortes, segundo o secretário de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva. “Com a população mais idosa, o que vem ocorrendo na região Leste, o risco de uma doença cardiovascular é maior, como é o caso do derrame”, disse. O número expressivo de óbitos na região Sul deve-se, segundo o secretário, ao número de habitantes, cerca de 300 mil. “A região acaba sendo proporcionalmente mais afetada devido ao grande número de pessoas que residem no local”, disse Saraiva.
Entre 2008 e 2009, as mortes por derrame na região Sul cresceram 33,6% e na região Leste, 6%. O desconhecimento é o grande vilão da doença, que pode ser prevenida com hábitos saudáveis. “O importante é a prevenção. Ainda falta conhecimento sobre o que pode causar o AVC. Por isso, a nossa grande preocupação deve ser com a capacitação da população quanto à prevenção”, ressaltou o secretário.
Entre a população até 60 anos, houve redução de 15% no número de óbitos, de 110 para 96 na comparação entre 2008 e 2009, também conforme dados da Secretaria de Saúde. O levantamento dos alunos do Labjor apontou maior conhecimento do assunto justamente entre as três categorias: até 17 anos, de 18 a 24 anos e de 25 a 59 anos. A população que corresponde a essas faixas etárias disse saber o que significava um AVC. No entanto, quase 60% dos entrevistados acima de 60 anos não sabiam.
Dos que informaram conhecer a doença, 57% possuem nível superior, conforme o levantamento. O estudo apontou que a grande maioria dos entrevistados nas quatro faixas etárias afirmaram que já ouviram falar sobre acidente vascular cerebral e uma maior parte também sabe o que é o derrame, como é popularmente conhecida a doença. De acordo com a pesquisa, é comum, nas quatros faixas, conhecer alguém que já foi afetado pelo AVC.
Para o professor Li Li Min, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp), boa parte do derrame é preventiva apenas com o hábito de vida. “A falta de informação pode estar associada ao crescimento da doença porque muita gente ainda não sabe o que causa o popular derrame. Isso precisa mudar porque as sequelas dependerão de quão rápido a pessoa receber o tratamento especializado. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sobrevivência.”
Para ler toda a reportagem acesse: http://cpopular.cosmo.uol.com.br/mostra_noticia.asp?noticia=1712785&area=2020&authent=8DFCB8D7001452AFDE9AF52236708D
*Trabalho desenvolvido pelos alunos de Divulgação científica, o qual fiz parte. Nós todos do grupo ficamos honrados pela reportagem.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Vacinação contra meningite C em SP
A vacina conjugada contra o meningococo sorogrupo C passará a integrar o calendário básico da vacinação na rede pública de saúde no país, a partir de agosto de 2010, para a população menor de dois anos de idade, gratuitamente.Esse tipo específico de bactéria afeta principalmente bebês com menos de 1 ano. A vacina confere excelente proteção contra Meningococcus do grupo C.
Inicialmente serão imunizadas as crianças entre 1 ano e 1 ano e 11 meses de idade. Para esta faixa etária é necessário apenas uma dose da vacina. Já em novembro, será disponibilizada a vacina às crianças menores de um ano, que deverão tomar duas doses da vacina e uma dose de reforço quando completarem um ano de idade.
Em geral a transmissão dos agentes bacterianos é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções da nasofaringe, havendo necessidade de contato íntimo (residentes da mesma casa, colega de dormitório ou alojamento) ou contato direto com as secreções respiratórias do paciente.
MENINGITE
Inflamação das meninges (membranas ao redor do encéfalo), em geral causada por infecção.
A meningite é uma das doenças mais temidas e afeta tanto crianças quanto adultos. Quando a meningite é causado por vírus atinge principalmente adultos e é mais comum, mas menos grave. A meningite bacteriana ocorre predominantemente em crianças e, embora mais rara, pode ser fatal.
Quais os sintomas?
Os sintomas são bem conhecidos:
- febre;
- rigidez do pescoço e aversão à luz forte;
- cefaléia e sonolência.
- relutância para comer;
- vômito;
- flacidez;
- crises epilépticas ou convulsões.
Como é diagnosticada?
- exame físico;
- exame do líquido cerebrospinal (liquor)
Qual o prognóstico?
Embora quase todos conheçam os sintomas de meningite bacteriana, cerca de 15% das pessoas que contraem a doença não sobrevivem. O risco é maior se houver atraso no diagnóstico e no tratamento, se a pessoa já tiver outra doença, como diabetes, ou se houver deficiência do sistema imune. Os idosos e os muito jovens demoram mais para se recuperar.
Bibliografia:O cérebro e o sistema nervoso. Rio de Janeiro: Reader's Digest, 2007.
Para saber mais:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1563
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2408/meningite/pagina8
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Ciumento? Grandioso? Somático?
Delírios de que o parceiro está sendo infiel (ciumento)?
Alguém, frequentemente uma celebridade, está apaixonado por você (erotomaníaco)?
Sentimento inflado de valor, poder, talento ou conhecimento (grandioso)?
Crer possuir um defeito físico ou uma doença (somático)?
Crer que um outro está tentando fazer-lhe mal (persecutório)?
São tipos de TRANSTORNO DELIRANTE. Um tipo de psicose caracterizado pela presença de crenças persistentes e irracionais, não derivadas de outro transtorno mental.
Nesse transtorno, os delírios não são bizarros, pois envolvem coisas possíveis. À parte as crenças delirantes e o comportamento relacionado a elas, a pessoa age normalmente, embora possa ficar tão preocupada com esses sintomas que o cotidiano passa a ser afetado por eles.
Sua etiologia é ignorada, mas é mais comum em pessoas com parentes diagnosticados com o transtorno ou a esquizofrenia. Indivíduos isolados socialmente tendem a ser mais suscetíveis, e alguns casos podem ser desencadeados por stress.
A sua prevalência é estimada em 0,03 %. O período mínimo do quadro deve ser de um mês.
Para saber mais acesse o site da Associação Brasileira de Psiquiatria e faça a buscaporpalavra: transtorno delirante - http://www.abpbrasil.org.br/medicos/
Curiosidade:
Erotomania. Também conhecida como síndrome de clerambault, essa síndrome é um tipo raro de transtorno delirante no qual o doente acredita que outra pessoa está apaixonada por ele(a) - Tema central do romance Amor para sempre, do escritor Ian McEwan.
Ciúmes. A dúvida sobre a existência do adultério de Capitu, não havendo em nenhum momento algo que o comprove, permanecendo apenas como suspeitas em Dom Casmurro, obra de Machado de Assis.
Referência: Graziela Costa Pinto. Doenças e Transtornos. São Paulo: Duetto, 2009. 283p. (O Livro do Cérebro, v. 4).
quinta-feira, 29 de julho de 2010
1º Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro
segunda-feira, 26 de julho de 2010
AVC - De pai para filho: fatores genéticos e ambientais podem desencadear a doença
Deitada no quarto, Maria levantou-se e presenciou seu marido, Antônio, se queixando de fortes dores de cabeça e falando com dificuldade. Maria vestiu-se rapidamente, chamou os três filhos, Pedro, de 24 anos, Fabiana, de 23 e João, de 19. Em cinco minutos, a família já estava no setor de emergência de um hospital universitário. Maria sabia que se tratava de um quadro de acidente vascular cerebral (AVC), já presenciado em 2004 com seu filho, João, na época com 14 anos.
O passado veio à tona para lhe ensinar que o tempo poderia estar a seu favor dessa vez. Ela sabia que cada segundo era precioso e que poderia salvar seu marido e fazer o que não pôde ser feito pelo seu filho, pois a demora para levar João ao hospital deixou sequelas, como o comprometimento no uso da linguagem, tanto no que diz respeito à expressão quanto à compreensão. Tanto Antônio quanto João eram hipertensos e apresentavam má formação cardíaca. Porém, enquanto o filho era jovem e praticava exercícios físicos, o pai tinha uma rotina sedentária.
Maria foi informada pelo médico sobre os fatores de risco ambientais que, juntamente com o fator hereditário, poderiam aumentar o risco de AVC em seus outros filhos. Essa mulher sentiu dor e sofrimento ao ver, primeiro, seu filho, e depois, o marido diante de um quadro de AVC. Porém, com amor e muita disciplina, incorporou medidas de prevenção no cardápio da sua família, reduzindo drasticamente a quantidade de sal e gordura em seus pratos. Tal atitude contribui para diminuir o risco da ocorrência do AVC e de outras doenças em sua família. Os nomes apresentados acima são fictícios, porém a situação é real.
...
Até pouco tempo atrás, as causas eram exclusivamente atribuídas aos hábitos de vida (sedentarismo, fumo, dieta etc), e a hipertensão, o tabagismo e o diabetes tipo 2 eram identificados como os principais fatores de risco para doenças cerebro vasculares (DCVs). Porém, aproximadamente 69% do risco de desenvolvimento dessas doenças não pode ser atribuído a esses três fatores individualmente.
Estudos recentes baseados em análises comparativas entre gêmeos monozigóticos ou idênticos – que possuem o mesmo material genético – e gêmeos dizigóticos ou fraternos – que não compartilham o mesmo material genético entre si –, acompanhados por um longo período de tempo, permitiram identificar que as DCVs apresentam uma concordância de cinco a seis vezes maiores entre os gêmeos idênticos, o que justifica o papel da herança genética na ocorrência das DCVs.
...
Paralelamente, alguns estudos contrariam a hipótese de que fatores genéticos sejam responsáveis pelas DCVs e afirmam que fatores ambientais como tabagismo, dieta e estresse são os principais desencadeadores. “As variações de mortalidade e incidência são relativamente rápidas na maioria das populações. O componente ambiental é maior do que o genético”, avalia Paulo Andrade Lotufo, neurologista e superintendente do HU/USP.
Contudo, ainda não é possível inferir de forma precisa qual a porcentagem de participação dos fatores genéticos e ambientais na etiologia (ou seja, nas causas) das DCVs. No entanto, recentes estudos têm demonstrado que os fatores genéticos podem predispor indivíduos mais susceptíveis à ação de fatores de risco convencionais, modulando seus efeitos ou interferindo diretamente no risco de AVC. Por isso, sabendo que alguém na família já teve AVC, como no caso relatado no início deste texto, aumenta o alerta quando surgem sintomas semelhantes.
Estágios da doença de Alzheimer
O cérebro, como todos os órgãos, degenera e isso pode acarretar condições mentais adversas como perda de memória, comprometimento cognitivo e, em casos graves, demência.
CAUSA MAIS COMUM DE DEMÊNCIA, TRATA-SE DE UM QUADRO DEGENERATIVO PROGRESSIVO, EM QUE PLACAS CAUSAM DANOS AO CÉREBRO.

Os sintomas e a progressão da doença de Alzheimer variam de pessoa a pessoa. No entanto, se agravam conforme a doença progride e áreas extensas do cérebro são afetadas, ainda que em alguns casos possa haver períodos em que o paciente aparenta melhora. Geralmente, há três estágios no seu desenvolvimento.
Estágio 1. Sintomas: A pessoa se torna cada vez mais esquecida, o que tende a causar ansiedade e depressão. No entanto, a deterioração da memória é consequência normal da idade, não sendo, por si só, prova de Alzheimer.
Estágio 2. Sintomas: Há perda da memória, principalmente de eventos recentes, além de confusão sobre a época ou o lugar onde se está; dificuldade de concentração; afasia (incapacidade de encontrar a palavra certa); ansiedade; instabilidade e mudanças de personalidade.
Estágio 3. Sintomas: A confusão se agrava e há possibilidade de surgir sintomas psicóticos, como delírios ou alucinações. Pode haver reflexos anormais e incontinência.
Pode ser diagnosticada pelo sintomas, embora escaneamentos cerebrais, exames de sangue e testes neuropsicológicos também possam ser requeridos.
A conduta terapêutica visa retardar a degeneração, mas não chega a estacionar o declínio por completo. Ao final, serão necessários cuidados especiais para com o doente, Inibidores de acetilcolinesterase são capazes de retardar o progresso da doença de Alzheimer nos estágios inicial e intermediário; já a memantina, nas fases mais adiantadas.
Bibliografia:
Graziela Costa Pinto. Envelhecimento e disfunções. São Paulo: Duetto, 2009. 72p. (O Livro do Cérebro, v. 4).
Foto: Publicado na Revista Ciência Hoje 243
SITES SOBRE A DOENÇA:
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/Index/8/Alzheimer/0/0/1-10?id=290&sourceName=artigos - Drauzio Varela.com.br - Informações gerais como por exemplo: recomendações aos familiares e aos doentes.
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/4985/atividade-fisica-e-alzheimer - Artigo "Atividade física e Alzheimer" - Descreve a progressão da doença, o declínio das funções cognitivas e motoras, a velocidade da evolução e pesquisas mostrando que a atividade física pode reduzir o risco de Alzheimer em até 50%.
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/4980/doenca-de-alzheimer - Artigo "Doença de Alzheimer" - Descreve a doença, os estágios e fala sobre as linhas de pesquisas em desenvolvimento, como uma vacina contra as placas de proteína beta-amilóide.
domingo, 27 de junho de 2010
Maconha é ineficaz para o tratamento de Alzheimer

Um estudo publicado no jornal científico Current Alzheimer Research desmente pesquisas anteriores que afirmavam que o uso de maconha poderia trazer “benefícios” no tratamento do Mal de Alzheimer (doença neurodegenerativa caracterizada pela progressiva deterioração cognitiva e é a forma mais comum de demência). Segundo estes antigos estudos, a substância química HU210, uma fórmula sintética dos componentes encontrados na maconha, conseguiria estimular o crescimento de novos neurônios em ratos que carregavam uma toxina responsável pela formação de placas no cérebro, assim como na doença de Alzheimer.
Nos novos estudos, promovidos pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e pelo Instituto Coastal Health Research, foram usados ratos carregados com os genes humanos responsáveis pelo mal de Alzheimer - considerado por ser um modelo mais preciso para a doença em seres humanos.
Os cientistas esperavam bons resultados com o uso dos componentes da maconha, mas os ratos, tratados com altas doses de HU210 durante várias semanas, não se mostraram em condições melhores do que o grupo de controle – os animais que não ingeriram nenhuma substância. O efeito foi contrário: os animais que tomaram a droga acabaram com danos irreversíveis nas células cerebrais, confirmando a maioria dos estudos que afirmam que o uso da maconha afeta a inteligência e gera doenças.
O resultado desta pesquisa põe em xeque todos os demais estudos que pretendem “comprovar” os supostos benefícios do uso de maconha por portadores de males neuropsiquiátricos. Mais estudos devem ser feitos antes de colocar muita esperança nos benefícios da maconha para pacientes de Alzheimer.
Os efeitos maléficos da maconha atingem com certeza o comportamento e a personalidade dos usuários, além da síndrome amotivacional. Uma pessoa que use maconha tem como objetivo alcançar um estado diferente de percepção sentir-se como num sonho ou para relaxar-se. A constituição desses grupos reforça a certeza de que consumir maconha é a coisa certa, que a maconha é uma das coisas mais importantes da vida dele.
A respeito da legalização da maconha por ela trazer supostos benéficios, há uma certa hipocrisia por parte dos usuários em basear-se em artigos para defender o seu próprio consumo. Quando alguém mostra um artigo citando a maconha como “alvo-terapêutico”, os usuários dizem: “Viu só, estudos mostram o uso da maconha para o tratamento do câncer, da epilepsia, …”, mas quando alguém mostra artigos desmentindo seus benefícios, eles dizem: “AH…mas o álcool também destroí os neurônios” e aquele artigo nem é tocado. A via é de mão única!!!! São tão céticos que não observam isso!!!
Fonte:
http://www.publicaffairs.ubc.ca/2010/02/08/marijuana-ineffective-as-an-alzheimer%E2%80%99s-treatment-ubc-vancouver-coastal-health-research/



