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quinta-feira, 23 de julho de 2015

O poder do café no cérebro adulto e em desenvolvimento.

Cafeína: remédio ou veneno?

Karina Toledo, do Rio de Janeiro | Agência FAPESP – A diferença entre o remédio e o veneno muitas vezes está na dose, diz o ditado. No caso da cafeína, pode estar também na idade de quem a consome. Enquanto em indivíduos adultos a substância parece proteger o cérebro de danos causados pelo estresse que podem desencadear quadros depressivos, na vida intrauterina pode atrapalhar o desenvolvimento cerebral e representar um fator de risco para doenças como epilepsia.

Leia mais clicando no título acima!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Falta divulgação científica no país ou falta interesse dos brasileiros?

De acordo com uma pesquisa feita com 1.962 brasileiros de todas as regiões do país sobre interesse e informação por Ciência e Tecnologia (C&T):

61% do brasileiros tem interesse por Ciência e Tecnologia.
73% são otimistas quanto aos benefícios das pesquisas.
TV e internet são os meios como fontes de informação dos entrevistados.
A maioria dos brasileiros são críticos e preocupados com os aspectos éticos... Mas dizem não ter acesso a informação!!

Dois pontos: Falta divulgação científica no país e/ou falta interesse da população procurar informações sobre Ciência e Tecnologia.

Isso me leva ao pensamento que muitos, principalmente os jovens, estão buscando informações no facebook e wikipedia, informações estas muitas vezes errôneas e que são compartilhadas atingindo um número maior de pessoas. Qualquer informação antes de ser propagada pela rede social ou sites onde qualquer um pode manipular deve ser checada em outros meios confiáveis.

A preocupação com assuntos éticos das atividades de pesquisa e desenvolvimento da maioria da população deve ser resultado da ignorância por falta de informação, uma vez que esta maioria diz não ter acesso à informação de C&T. A preocupação vem de algo que desconhecemos. Talvez se houvesse esforços por parte dos pesquisadores e da população, em informar e ser informado, respectivamente, o nosso cenário seria muito diferente e promissor.


Os dados do estudo podem ser acessados no endereço: www.percepcaocti.cgee.org.br
Acesse o link:
http://agencia.fapesp.br/brasileiro_tem_interesse_mas_baixo_nivel_de_informacao_sobre_ciencia/21503/

terça-feira, 24 de junho de 2014

Comentários negativos dificultam tratamento de transtornos psíquicos | Mente e Cérebro | Duetto Editorial

Comentários negativos dificultam tratamento de transtornos psíquicos | Mente e Cérebro | Duetto Editorial

"Escutar um comentário negativo de alguém próximo é desagradável. Uma pesquisa da Universidade Harvard mostra que, em alguns casos, isso pode até mesmo afetar a saúde mental. Pessoas que enfrentam algum tipo de problema psicológico, como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, agorafobia, transtorno bipolar e esquizofrenia, e avaliam um ente próximo como muito crítico têm mais dificuldade para se recuperar, segundo estudo publicado online na Psychological Science."


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Síndrome de Down poderá ter sintomas atenuados

Síndrome de Down poderá ter sintomas atenuados | Scientific American Brasil | Duetto Editorial

O estudo de Reeves, publicado recentemente em Science Translational Medicine, pode levar a tratamento capaz de permitir que os portadores da síndrome de Down tenham vidas mais independentes. “Nós temos a possibilidade de dar a portadores da síndrome de Down a capacidade de melhorar seu aprendizado e sua memória de maneira significativa – eu nunca imaginei ver isso em toda a minha carreira”, admite ele. “E agora isso está acontecendo. O jogo mudou”.

Essa melhoria na base de conhecimento levou a uma série de descobertas com promessas terapêuticas, incluindo a mais recente feita por Reeves. Ele e sua equipe estavam tentando restaurar o tamanho do cerebelo em ratos que foram modificados para apresentar as características da síndrome de Down.

O cerebelo fica na base do cérebro, e controla funções motoras, o aprendizado motor e o equilíbrio. Em pessoas com síndrome de Down, e nos ratos usados como modelo para a doença, o cerebelo é cerca de 40% menor que o normal. Ao restaurar seu tamanho, Reeves esperava obter uma melhor compreensão dos processos de desenvolvimento que levaram a anomalias em um cérebro com síndrome de Down.

A equipe de Reeves injetou um composto químico que estimula uma importante rota de desenvolvimento neural em ratos recém-nascidos com Down; entre outras coisas, esse composto organiza o crescimento do cerebelo.

“Na verdade nós não ficamos surpresos em consertar o cerebelo. Essa foi nossa hipótese inicial”, explica Reeves. Mas ele não tinha previsto que, três meses após o tratamento, os ratos com um cerebelo restaurado seriam capazes de aprender a se locomover por um labirinto de água – uma função do aprendizado e da memória que se acreditava ser controlada por outra parte do cérebro, o hipocampo.

De fato, outros tratamentos investigativos para a síndrome de Down são dirigidos ao hipocampo – mas nenhum deles visa essa rota química específica.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Uso de animais em pesquisas, certo ou errado?

O texto a seguir foi escrito em 22 de outubro de 2013, mas resolvi postar aqui a minha opinião à respeito do uso de animais em pesquisas.

Creio que cada um tem seu ponto de vista, mas antes de sair por aí defendendo tal assunto, as pessoas precisam de informação. Não digo que sou a favor de testes em animais, mas parem para pensar antes de falar que é contra. Todos querem a cura do câncer, da aids, do Alzheimer, etc... mas não querem que os testes sejam feitos em animais???????? Como vocês acham que são testados todos os medicamentos antes de ir para a prateleira da farmácia e amenizar, estabilizar e/ou curar as doenças?????? A penúltima fase clínica é realizada em animais e a última em humanos, e então, liberada para a população. Como vocês querem a cura dessas doenças se defendem o não uso de animais????? Eu mesma, depois dos testes em linhagem celular de câncer terem dado certo, o próximo passo agora é testar em camundongos, dando certo, futuramente, estes testes poderão servir como alvo terapêutico para um tipo de câncer cerebral infantil. E aí??? Paro com a pesquisa então porque não posso usar animais??? Lembrando: Todo e qualquer teste realizado em animais é preciso da submissão do projeto para o Comitê de Ética em Experimentação Animal e sua aceitação. Além do acompanhamento de todo o trabalho.

Concordo que é preciso ter uma fiscalização para ver se todos estão dentro da norma. Se o instituto Royal estiver fora dessa norma, ok, então que seja penalizada, mas se estiver dentro das normas??? Essas pessoas que invadiram o espaço, roubando os animais, destruíram toda a pesquisa e mais, pensam que estão salvando estes animais??? Vocês sabem o que tem dentro deles, qual condições que eles se encontram, se precisam de algo para que não sinto dor ou similar a isto??? Também não gosto que testes sejam feitos em cachorros, mas segundo a pesquisa clínica, seria uma fase anterior aos testes em humanos, uma vez que pode ser observado os efeitos colaterais que os medicamentos teriam no organismo. De qualquer forma, a atitude tomada por estas pessoas foi errada, a própria polícia disse isso, além de ter interferido na investigação.

O que quero finalmente dizer é que gostaria que as pessoas tenham conhecimento do que estão defendendo. Testes em animais é inevitável para o avanço da ciência. Portanto, não confundam pesquisa séria, que traz melhorias ou curas para a vida do ser humano, com maus tratos de animais.


Leia sobre o assunto no link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/138315-a-ciencia-em-perigo.shtml

Capivaras como modelo natural para o estudo do AVC

Cientistas propõem usar capivaras como modelo natural para o estudo do AVC | Agência FAPESP :: Especiais

Além de ser o maior roedor do mundo, a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) possui outra característica anatômica bastante peculiar. Quando atinge a maturidade sexual, por volta de um ano de idade, uma das duas principais artérias que vascularizam seu cérebro se fecha. A outra, simultaneamente, dobra de tamanho e passa por um processo de remodelamento para suprir a demanda cerebral por oxigênio e nutrientes.

“A capivara seria um modelo animal melhor do que o rato por ter o peso corporal médio (entre 20 e 40 quilos) e a longevidade (de 10 a 14 anos) mais comparável à espécie humana. Esta poderia ser uma área de estudo multidisciplinar, com participação da indústria farmacêutica para o teste de novas drogas”, opinou o médico veterinário e professor Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP e coordenador da pesquisa apoiada pela FAPESP.

Tanto no homem como na capivara, assim como nos demais mamíferos, as duas principais carreadoras de sangue para o cérebro são a artéria carótida interna e a artéria basilar. “As artérias carótidas saem do coração, passam uma de cada lado do pescoço, e quando chegam na altura das orelhas se dividem em carótida externa e carótida interna (que origina a maior parte das artérias cerebrais). Já a artéria basilar é formada pela junção das artérias vertebrais na altura da nuca. Este sistema é também chamado de vértebro-basilar”, explicou Coppi.

Nas capivaras, por volta dos seis meses de idade, a artéria carótida interna naturalmente começa a sofrer um processo de fibrose e, aos 12 meses, fica completamente obstruída por tecido conjuntivo, assemelhando-se a um cordão fibroso. Concomitantemente, a artéria basilar passa por uma readaptação estrutural para se tornar o principal fornecedor de sangue para o cérebro.

“Este é um processo fisiológico e não sabemos com certeza por que ele ocorre. Formulamos algumas hipóteses em estudos anteriores publicados pelo nosso grupo e a mais provável é que a artéria basilar assuma a função de principal responsável pela vascularização de todo o cérebro nas capivaras. A carótida interna perde sua função após a maturação sexual”, contou Coppi.
No caso dos humanos, porém, as artérias carótida interna e basilar compartilham a tarefa de vascularização cerebral. “No entanto, a carótida interna é mais suscetível a ser obstruída por placas ateromatosas (formadas por colesterol e cálcio) do que a basilar. E, infelizmente, ao contrário do que acontece com as capivaras, o processo é repentino e não há tempo do outro sistema se remodelar para suprir a demanda do cérebro”, afirmou.
Leia a matéria completa clicando no link acima do texto.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Coração "extra" para crianças com insuficiência cardíaca.

Incor desenvolve dispositivos de assistência cardíaca para crianças | Agência FAPESP :: Especiais

Crianças em estágios avançados de insuficiência cardíaca e na fila por um novo coração nos hospitais do país poderão receber, nos próximos anos, um coração “extra” para suportar o tempo de espera até a chegada de um doador.

“Os dispositivos poderão servir tanto de ponte para pacientes pediátricos esperarem pelo transplante, como para dar assistência circulatória mecânica por alguns meses para aqueles internados com cardiomiopatias graves, que não respondem a outras terapias médicas e com uma diminuição importante da capacidade de o coração bombear sangue para órgãos vitais”, disse Idágene Cestari, diretora da Divisão de Bioengenharia do Incor e coordenadora do projeto, àAgência FAPESP.

Leia a matéria completa clicando no link acima do texto.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Descoberta sustância que pode levar à cura do Alzheimer

O texto a seguir foi retirado do site da BBC Brasil:
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131010_descoberta_alzheimer_an.shtml

"A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico."

Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

 A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, disse à BBC: "Este não é o composto que você usaria em pessoas, mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo."

Ela disse que o composto oferece um "novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção" e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.
Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

Leia mais clicando no link (acima do texto) do site da BBC Brasil.

domingo, 14 de abril de 2013

Como é que o cérebro controla os hábitos?

Como é que o cérebro controla os hábitos? | ALERT® ONLINE - BR

Investigadores do MIT descobriram uma região do córtex pré-frontal do cérebro responsável pela substituição dos hábitos antigos por novos, dá conta um estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Os hábitos são comportamentos tão entranhados no cérebro que são realizados automaticamente. “Sempre se pensou − e eu continuo a pensar assim −, que ao realizar uma tarefa habitual não temos de pensar nela, libertando assim o cérebro para pensar noutras tarefas. Mas, ao que parece, este não fica totalmente liberto, pois há uma região do córtex que está dedicada ao controlo deste tipo de tarefas”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Ann Graybiel.

Neste estudo os investigadores, liderados por Kyle Smith, constataram, através de experiências realizadas em ratinhos, que uma região do córtex pré-frontal, conhecida por córtex infra-límbico (IL), é responsável pelos hábitos que estão ativos a cada momento.

Apesar de os hábitos estarem tão enraizados , há um centro de controlo no cérebro que os consegue desativar. “Pensou-se sempre que os hábitos eram inflexíveis, mas este estudo sugere que se pode ter hábitos de alguma forma flexíveis”, referiu uma outra autora do estudo, Jane Taylor.

O estudo apurou também que o córtex IL favorece os novos hábitos em detrimento dos antigos, o que vem ao encontro dos resultados que outros estudos já tinham apresentado e que demonstravam que quando os hábitos são descontinuados não são esquecidos mas sim substituídos por outros.

Segundo os autores do estudo, estes resultados levantam a possibilidade de intervenção nesta região do cérebro para tratamento de indivíduos que sofrem de comportamentos excessivos, nomeadamente de distúrbios obsessivos compulsivos. 



Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela --ou seja, seus hábitos-- foram modificados de maneira fundamental para que todas essas mudanças ocorressem. Há duas décadas pesquisando ao lado de psicólogos, sociólogos e publicitários, cientistas do cérebro começaram finalmente a entender como os hábitos funcionam - e, mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo, têm um enorme impacto na saúde, na produtividade, na estabilidade financeira e na felicidade.

Com base na leitura de centenas de artigos acadêmicos, entrevistas com mais de 300 cientistas e executivos, além de pesquisas realizadas em dezenas de empresas, o repórter investigativo do "New York Times" Charles Duhigg elabora, em "O Poder do Hábito", um argumento animador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A neurobiologia da confiança

A neurobiologia da confiança | Scientific American Brasil | Duetto Editorial


Nossa propensão a acreditar em estranhos tem relação direta com a presença de uma pequena molécula no cérebro, a oxitocina. Levantamento internacional revela que os brasileiros são os que confiam menos.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Estudo mostra como a privação do sono afeta a imunidade | Agência FAPESP :: Especiais

Estudo mostra como a privação do sono afeta a imunidade | Agência FAPESP :: Especiais

Grupo 1 - Privação total por 48 horas – similar à que ocorre com pessoas que trabalham em sistema de plantão noturno, por quatro noites seguidas.
"Enquanto o grupo controle não apresentou alteração no perfil imunológico, como esperado, os voluntários do grupo submetido à privação total tiveram uma elevação no número de leucócitos, especificamente de neutrófilos, o primeiro tipo celular que responde à maioria das infecções. Também houve aumento de linfócitos T CD4, responsáveis pela imunidade adaptativa, específica para cada doença".

Grupo 2 - Privação seletiva de sono REM (movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), fase do sono em que prevalecem os sonhos, por quatro noites seguidas.
"... foi observada uma diminuição da imunoglobulina A (IgA) circulante no sangue durante todo o período do experimento. Esse efeito permaneceu após as três noites de recuperação do sono.
“Essa imunoglobulina, presente na secreção de mucosas, está diretamente relacionada à proteção contra a invasão por patógenos. Isso poderia explicar por que a privação de sono REM poderia estar relacionada a uma maior suscetibilidade a doenças como gripes e resfriados já descrita na literatura”.

terça-feira, 13 de março de 2012

Mudanças nos tratamentos neurológicos

A estimulação elétrica intracraniana é indolor e usada para casos de depressão, dores crônicas e alguns tipos de esquizofrenia. Esta estimulação adianta o efeito de antidepressivos.

A tecnologia foi regulamentada em janeiro deste ano no Brasil e está sendo aplicada no Hospital das Clínicas em São Paulo.

A reportagem também cita a criação de uma nova tecnologia para o mal de Parkinson, que consiste na cirurgia de implante de eletrodos cerebrais. Estes eletrodos estimulam algumas regiões do cérebro para corrigir os sintomas do Parkinson.

Veja a reportagem completa acessando:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/multi/?hashId=implante-de-elotrodo-cerebral-corrige-sintomas-de-parkinson-04020C1A3064E0A92326&mediaId=12582040

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Avanços na pesquisa da genética do autismo

Parte I:
Distúrbios do espectro autista - O que é?


É um grupo de transtornos de desenvolvimento caracterizado por problemas com a comunicação, relações sociais e comportamento repetitivo.


O autismo costuma aparecer no início da infância, antes dos três anos de idade. Compromete as três regiões principais do desenvolvimento: habilidades sociais, de comunicação e de comportamento. Cerca da metade das crianças autistas têm dificuldade no aprendizado. No entanto, algumas têm grande habilidade em determinada área, como memória automática ou leitura precoce.


Não há cura para os distúrbios do espectro autista, e o tratamento é baseado em educação de apoio para ajudar a criança a alcançar seu potencial.


Parte II:
Avanços na pesquisa da genética do autismo
Por Elton Alisson - Agência FAPESP  (http://agencia.fapesp.br/15114)


Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) deram importantes passos para desvendar o mecanismo genético do transtorno do espectro autista. 
Ao estudar, nos últimos três anos, os cromossomos de cerca de 200 pacientes com autismo atendidos no CEGH, os pesquisadores brasileiros identificaram em três deles uma alteração cromossômica do tipo translocação equilibrada, isto é, a troca entre segmentos cromossômicos sem aparente perda do material genético.


“Imaginamos que, por causa desse desequilíbrio no rearranjo cromossômico dos pacientes com autismo, ele tenha uma menor quantidade dessa proteína TRPC-6, o que faz com que menos cálcio vá para os neurônios”, disse Maria Rita dos Santos e Passos-Bueno, pesquisadora do Centro de Estudos de Genoma Humano da USP, à Agência FAPESP.


Em um dos três pacientes, observou-se que essa translocação genética provocou o rompimento de um gene, chamado TRPC-6, que atua em um canal de cálcio no cérebro, controlando o funcionamento dos neurônios, em particular, das sinapses neuronais – a comunicação entre os neurônios. 


De acordo com a cientista, essa translocação genética, em que metade do gene TRPC-6, localizado no cromossomo 11, migrou para o 3, aniquilando sua função, é muita rara e dificilmente é encontrada em outros pacientes com autismo. Porém, a via de sinalização celular comprometida pela mutação de um gene relacionado ao autismo, como a observada no paciente atendido, pode ser comum a outras pessoas afetadas pelo distúrbio neurológico. “Em outros pacientes com autismo, a mutação pode estar em outro gene desta mesma via de sinalização celular”, indicou.


Os desafios para os próximos anos serão estudar as vias de sinalização celular envolvidas pelos genes relacionados ao autismo para que se possa tentar desenvolver alternativas de tratamento.
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Referências: 
Parte I: Pinto, Graziela Costa. O livro do cérebro 4: envelhecimento e disfunções. Traduzido por Frances Jones. São Paulo: Duetto, 2009
Parte II: Reportagem na íntegra, acesse:  http://agencia.fapesp.br/15114


Autismo para ler e ver:
Livro - Temple Grandin e o Autismo: Linguagem dos bichos (2005). Uma das escritoras mais conhecidas sobre o tema, Temple Grandin é autista e conseguiu descrever em palavras o que significa sê-lo. Temple defende a intervenção precoce e um regime educacional de apoio às crianças com esse transtorno.
Filme Rain Man (1988), com Tom Cruise e Dustin Hoffman, este último interpreta um autista com memória excepcional.

domingo, 6 de novembro de 2011

Origem fora do cérebro | Agência FAPESP :: Especiais

Origem fora do cérebro Agência FAPESP :: Especiais

"A doença de Huntington não pode mais ser tratada apenas como uma desordem puramente neurológica, uma vez que tem efeito e até origem em vários órgãos e tecidos periféricos, como coração – conforme demonstrado no estudo –, fibras musculares estriadas esqueléticas, ossos, testículos, pâncreas, sistema imune e sistema nervoso entérico e cardíaco".

sábado, 28 de maio de 2011

Novo Código Florestal??

Um novo código florestal foi apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e aprovado na madrugada da terça-feira (24) na Câmara dos Deputados. O projeto, relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), chega ao Senado na próxima semana. O código florestal de 1965 (Lei 4771) já havia sofrido modificações em 1989 e 2001, mas muitos veem que a mudança proposta hoje é puramente ruralista e desobedece a lei da natureza.

O projeto de Aldo Rebelo propõe significativas reduções das APPs (áreas de preservação permanente) que hoje é de 30-50% para 7,5%. “Se for aprovado do jeito que está, o projeto será o pior retrocesso ambiental que o Brasil terá sofrido em meio século. Ele vai minar, gradualmente, todos os avanços conquistados penosamente desde que o Código foi instituído”, adverte Thomas Michael Lewinsohn, professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp e presidente da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (http://www.ib.unicamp.br/node/347).

Na noite de quarta-feira (25) assisti por acaso a TV Senado onde o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) falava sobre o texto do novo Código Florestal (PL 1876/99), aprovado no dia anterior na Câmara dos Deputados. Lindbergh afirmou que este texto tem problemas gravíssimos (http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/codigo-florestal-lindbergh-diz-que-texto-tem-problemas-gravissimos.aspx).

"Comunidades científicas como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC) consideram precipitada a decisão tomada na Câmara dos Deputados, pois não levou em consideração aspectos científicos e tecnológicos na construção de um instrumento legal para o país considerando a sua variabilidade ambiental por bioma, interação entre paisagens urbanas e rurais que propiciem melhores condições de vida para as populações com uma produção agrícola ambientalmente sustentável" (http://agencia.fapesp.br/13939)

"A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (26) que poderá vetar a proposta que modifica o Código Florestal, aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana, caso haja, na avaliação dela, algum prejuízo ao país" (http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/dilma-diz-que-pode-vetar-codigo-florestal-se-houver-prejuizo-ao-pais.html).

A aprovação do novo Código Florestal será uma vergonha para nosso país. Cientistas afirmam que a nossa rica biodiversidade será unificada caso ocorra diminuição das APPs. É necessário que haja prorrogação do novo Código Florestal e que este sejá reavaliado juntamente com a comunidade científica. E que a presidente Dilma seja conduscente com a preservação da nossa fauna e flora e, se necessário, vete a proposta do novo Código Florestal puramente ruralista.

Para saber mais sobre o Código Florestal e a Ciência acesse: http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/codigo_florestal_e_a_ciencia.pdf

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Exercícios aeróbicos para a memória.

O hipocampo diminui com a idade, o que afeta a memória e aumenta o risco de demência. Estudo mostra que exercícios aeróbicos aumentam o hipocampo e pode melhorar a memória.

A reportagem é da Agência Fapesp (Divulgação Científica) - 1/2/2011: Exercícios para melhorar a memória. http://www.agencia.fapesp.br/materia/13385/exercicios-para-melhorar-a-memoria.htm

Exercícios físicos aeróbicos podem diminuir a perda de memória em idosos e prevenir o declínio cognitivo associado com o envelhecimento, indica estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou que um ano de exercícios físicos moderados foi capaz de aumentar o tamanho do hipocampo em adultos mais velhos, levando a uma melhoria na memória espacial. De acordo com estudos anteriores, o hipocampo diminui com a idade, o que afeta a memória e aumenta o risco de demência.

Arthur Kramer, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, e colegas examinaram os cérebros de 60 adultos saudáveis com idades entre 55 e 80 antes, durante e após o período de um ano de exercícios.

Os pesquisadores observaram que os participantes que caminharam por 40 minutos, três vezes por semana, tiveram um aumento de em média 2,12% no volume do hipocampo esquerdo e de 1,97% no direito. O grupo que praticou apenas exercícios de alongamento teve diminuição média de 1,40% no hipocampo esquerdo e de 1,43% no direito no período.

“Os resultados do estudo são particularmente interessantes por indicarem que mesmo pequenas quantidades de exercícios em adultos mais velhos e sedentários podem levar a melhorias substanciais na memória e na saúde cerebral”, disse Kramer, que dirige o Instituto Beckman na Universidade de Illinois.

O artigo Exercise training increases size of hippocampus and improves memory (doi/10.1073/pnas.1015950108), de Arthur Kramer e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1015950108.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Maconha para uso medicinal ou uso recreativo?


Venho expressar minha opinião sobre recentes textos e discussões do uso medicinal de derivados sintéticos ou naturais da maconha como defesa para o uso, legalização, recreação da maconha e afins. Outro dia mesmo eu deixei um comentário no blog da sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento (http://blog.sbnec.org.br/2010/07/nota-de-esclarecimento-sbnec-e-a-maconha-4/#comments).

Há uma certa confusão das pessoas que defendem o uso da maconha, pode-se observar que a grande maioria sempre associa a legalização da maconha e uso recreativo com o uso medicinal, e o fazem com alguns artigos, livros que mostram o seu benefício. Isso gera uma pergunta: Será que parte dessas pessoas que fazem uso recreativo da maconha estão mesmo preocupados com seu uso medicinal ou é só uma desculpa, em que se apoiam, para o seu próprio consumo? Os argumentos que vejo nos textos e ouço de algumas pessoas me deixam com muita dúvida quanto a esta resposta.

"É importante não confundir uso medicinal com uso recreativo". "É importante não confundir uso medicinal com legalização da maconha".

É engraçado a visão unifocal que algumas pessoas tem quando escrevem sobre o uso da maconha. Ultimamente, comecei a observar essa peculariedade nos textos de pessoas que defendem o uso do Cannabis, onde sempre mostram artigos beneficiando o seu uso. Por que será que essas pessoas não mostram artigos como:

- "Maconha é ineficaz contra mal de Alzheimer e destrói neurônios" (Universidade da Colúmbia Britânica e Instituto Coastal Health Research)

- "Maconha pode aumentar o risco de psicose"

- Outro trabalho publicado em julho de 2001, compara o efeito analgésico da maconha aos demais analgésicos no mercado não encontrando vantagens da introdução da maconha com esse fim (http://archpsyc.ama-assn.org/cgi/content/full/58/10/909)

Quanto a comprovação do uso medicinal da maconha, um texto diz:
"Muita literatura médica precisaria ser lida para permitir afirmativa tão categórica";
"Cabe a análise da relação risco/benefício ao se utilizar os derivados da maconha ou de qualquer outra droga".
Então, por que ser tão categórico em escrever um texto defendendo o uso da Cannabis se não podemos confirmar o seu uso medicinal?? Precisaríamos de estudos, principalmente a longo prazo, para saber realmente quais seus efeitos diretos e indiretos, não??

Podemos ver artigos que mostram efeitos benéficos do uso da maconha como: Analgésico, estimulante de apetite, etc........e os efeitos no cérebro??? Destruição de neurônios, mudança no comportamento, psicose, esquizofrenia......por que esses efeitos ficam de lado nos textos dos "defensores" da Cannabis???

Sei que há muito mais coisas por trás da sua proibição do que a discussão de benefícios de uma plantinha. Mas essa não é a discussão aqui apresentada.

Mostrem-me que o uso de derivados da maconha são medicinais, que não acarretam problemas neurológicos, que sua defesa está voltada SOMENTE para este uso e NÃO para o uso recreativo, que então, eu também passo a defendê-la.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ciumento? Grandioso? Somático?

Delírios de que o parceiro está sendo infiel (ciumento)?

Alguém, frequentemente uma celebridade, está apaixonado por você (erotomaníaco)?

Sentimento inflado de valor, poder, talento ou conhecimento (grandioso)?

Crer possuir um defeito físico ou uma doença (somático)?

Crer que um outro está tentando fazer-lhe mal (persecutório)?

São tipos de TRANSTORNO DELIRANTE. Um tipo de psicose caracterizado pela presença de crenças persistentes e irracionais, não derivadas de outro transtorno mental.

Nesse transtorno, os delírios não são bizarros, pois envolvem coisas possíveis. À parte as crenças delirantes e o comportamento relacionado a elas, a pessoa age normalmente, embora possa ficar tão preocupada com esses sintomas que o cotidiano passa a ser afetado por eles.

Sua etiologia é ignorada, mas é mais comum em pessoas com parentes diagnosticados com o transtorno ou a esquizofrenia. Indivíduos isolados socialmente tendem a ser mais suscetíveis, e alguns casos podem ser desencadeados por stress.

A sua prevalência é estimada em 0,03 %. O período mínimo do quadro deve ser de um mês.

Para saber mais acesse o site da Associação Brasileira de Psiquiatria e faça a buscaporpalavra: transtorno delirante - http://www.abpbrasil.org.br/medicos/

Curiosidade:

Erotomania. Também conhecida como síndrome de clerambault, essa síndrome é um tipo raro de transtorno delirante no qual o doente acredita que outra pessoa está apaixonada por ele(a) - Tema central do romance Amor para sempre, do escritor Ian McEwan.

Ciúmes. A dúvida sobre a existência do adultério de Capitu, não havendo em nenhum momento algo que o comprove, permanecendo apenas como suspeitas em Dom Casmurro, obra de Machado de Assis.

Referência: Graziela Costa Pinto. Doenças e Transtornos. São Paulo: Duetto, 2009. 283p. (O Livro do Cérebro, v. 4).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

1º Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro

24 a 26 Setembro 2010 - São Paulo
O Simpósio terá como principal objetivo discutir as relações entre mente e cérebro sob duas perspectivas: científica e filosófica. Na busca da compreensão da mente humana, pesquisadores internacionais na área estarão reunidos e debatendo os seguintes temas:
1- Ciência e Mente: análise empírica e filosófica do cartesianismo e do materialismo reducionista Robert Almeder, PhD (EUA)
2- O eterno retorno do materialismo: padrões recorrentes de explicações materialistas dos fenômenos mentais
Saulo de Freitas Araujo, PhD (Brasil)
3- Física sem colapso, mecanicismo e espiritualidade
Chris J. S. Clarke, PhD (Inglaterra)
4- O Cérebro, a mente e experiências transcendentes
Mario Beauregard, MD,PhD (Canadá)
5- Casos Sugestivos de Reencarnação e Relação Mente-Cérebro
Erlendur Haraldsson, PhD (Islândia)
6- Pesquisas sobre experiências mediúnicas e relação mente-cérebro
Alexander Moreira-Almeida, MD, PhD (Brasil)
7- Fenômenos psíquicos e o problema mente-corpo: aspectos históricos de uma tradição conceitual negligenciada
Carlos S. Alvarado, PhD (EUA)
8- Experiências de quase morte e relação mente-cérebro
Peter Fenwick, MD, PhD (Inglaterra)
9- Os processos quânticos cerebrais fornecem explicações científicas plausíveis para a consciência e a alma
Stuart Hameroff MD, PhD (EUA)
O evento terá tradução simultânea de todas as palestras Inglês-Português e Português-Inglês.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

AVC - De pai para filho: fatores genéticos e ambientais podem desencadear a doença

Por Danielle Lucon e Fábio Mury

Deitada no quarto, Maria levantou-se e presenciou seu marido, Antônio, se queixando de fortes dores de cabeça e falando com dificuldade. Maria vestiu-se rapidamente, chamou os três filhos, Pedro, de 24 anos, Fabiana, de 23 e João, de 19. Em cinco minutos, a família já estava no setor de emergência de um hospital universitário. Maria sabia que se tratava de um quadro de acidente vascular cerebral (AVC), já presenciado em 2004 com seu filho, João, na época com 14 anos.

O passado veio à tona para lhe ensinar que o tempo poderia estar a seu favor dessa vez. Ela sabia que cada segundo era precioso e que poderia salvar seu marido e fazer o que não pôde ser feito pelo seu filho, pois a demora para levar João ao hospital deixou sequelas, como o comprometimento no uso da linguagem, tanto no que diz respeito à expressão quanto à compreensão. Tanto Antônio quanto João eram hipertensos e apresentavam má formação cardíaca. Porém, enquanto o filho era jovem e praticava exercícios físicos, o pai tinha uma rotina sedentária.

Maria foi informada pelo médico sobre os fatores de risco ambientais que, juntamente com o fator hereditário, poderiam aumentar o risco de AVC em seus outros filhos. Essa mulher sentiu dor e sofrimento ao ver, primeiro, seu filho, e depois, o marido diante de um quadro de AVC. Porém, com amor e muita disciplina, incorporou medidas de prevenção no cardápio da sua família, reduzindo drasticamente a quantidade de sal e gordura em seus pratos. Tal atitude contribui para diminuir o risco da ocorrência do AVC e de outras doenças em sua família. Os nomes apresentados acima são fictícios, porém a situação é real.

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Até pouco tempo atrás, as causas eram exclusivamente atribuídas aos hábitos de vida (sedentarismo, fumo, dieta etc), e a hipertensão, o tabagismo e o diabetes tipo 2 eram identificados como os principais fatores de risco para doenças cerebro vasculares (DCVs). Porém, aproximadamente 69% do risco de desenvolvimento dessas doenças não pode ser atribuído a esses três fatores individualmente.

Estudos recentes baseados em análises comparativas entre gêmeos monozigóticos ou idênticos – que possuem o mesmo material genético – e gêmeos dizigóticos ou fraternos – que não compartilham o mesmo material genético entre si –, acompanhados por um longo período de tempo, permitiram identificar que as DCVs apresentam uma concordância de cinco a seis vezes maiores entre os gêmeos idênticos, o que justifica o papel da herança genética na ocorrência das DCVs.

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Paralelamente, alguns estudos contrariam a hipótese de que fatores genéticos sejam responsáveis pelas DCVs e afirmam que fatores ambientais como tabagismo, dieta e estresse são os principais desencadeadores. “As variações de mortalidade e incidência são relativamente rápidas na maioria das populações. O componente ambiental é maior do que o genético”, avalia Paulo Andrade Lotufo, neurologista e superintendente do HU/USP.

Contudo, ainda não é possível inferir de forma precisa qual a porcentagem de participação dos fatores genéticos e ambientais na etiologia (ou seja, nas causas) das DCVs. No entanto, recentes estudos têm demonstrado que os fatores genéticos podem predispor indivíduos mais susceptíveis à ação de fatores de risco convencionais, modulando seus efeitos ou interferindo diretamente no risco de AVC. Por isso, sabendo que alguém na família já teve AVC, como no caso relatado no início deste texto, aumenta o alerta quando surgem sintomas semelhantes.

Leia o texto completo em Reportagem para a Revista Eletrônica de Jornalismo Científico Com Ciência - SBPC/Labjor: http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=47&id=580