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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Coração "extra" para crianças com insuficiência cardíaca.

Incor desenvolve dispositivos de assistência cardíaca para crianças | Agência FAPESP :: Especiais

Crianças em estágios avançados de insuficiência cardíaca e na fila por um novo coração nos hospitais do país poderão receber, nos próximos anos, um coração “extra” para suportar o tempo de espera até a chegada de um doador.

“Os dispositivos poderão servir tanto de ponte para pacientes pediátricos esperarem pelo transplante, como para dar assistência circulatória mecânica por alguns meses para aqueles internados com cardiomiopatias graves, que não respondem a outras terapias médicas e com uma diminuição importante da capacidade de o coração bombear sangue para órgãos vitais”, disse Idágene Cestari, diretora da Divisão de Bioengenharia do Incor e coordenadora do projeto, àAgência FAPESP.

Leia a matéria completa clicando no link acima do texto.

domingo, 6 de novembro de 2011

Origem fora do cérebro | Agência FAPESP :: Especiais

Origem fora do cérebro Agência FAPESP :: Especiais

"A doença de Huntington não pode mais ser tratada apenas como uma desordem puramente neurológica, uma vez que tem efeito e até origem em vários órgãos e tecidos periféricos, como coração – conforme demonstrado no estudo –, fibras musculares estriadas esqueléticas, ossos, testículos, pâncreas, sistema imune e sistema nervoso entérico e cardíaco".

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um coração que parou por 14 minutos!

Arteriografia: mostra artérias transportando
sangue rico em oxigênio para
o cérebro. Foto: Artium

No último domingo, dia 7, o Fantástico apresentou um caso de um homem que teve seu coração parado por 14 minutos, que foi ressuscitado pelos médicos e está bem, não apresenta nenhuma sequela. Graças ao procedimento muito usado no EUA e ainda pouco usado no Brasil, a hipotermia terapêutica.

O cérebro resiste apenas cerca de 10 minutos até que ocorra alguma lesão irreparável. Sem oxigênio no cérebro, as células nervosas, os neurônios, começam a morrer. É por isso que a ressuscitação imediata é necessária em casos de parada cardíaca (O Livro do Cérebro).

A técnica de hipotermia consiste em aplicar muito gelo até baixar a temperatura do paciente para entre 32°C e 24°C. Um procedimento delicado, pois acima de 34°C, não faz efeito e abaixo de 32°C, pode matar o paciente. Portanto, o soro sai do congelador na temperatura ideal direto para a veia do paciente.

O metabolismo do paciente se reduz ao básico para ficar vivo e concentra o gasto de energia na recuperação do cérebro. O paciente pode ficar em hipotermia de 24 a 48 horas.

Essa técnica é utilizada para fornecer neuroproteção em lesões cerebrais traumáticas, acidente vascular encefálico, hipertensão intracraniana, hemorragia subaracnóidea, entre outras condições neurológicas, além de infarto agudo do miocárdio e parada cardiorrespiratória.

É um tratamento altamente promissor, no entanto sua utilização não é tão ampla na prática clínica, principalmente pela falta de estrutura dos hospitais e estudos a respeito dos benefícios e complicações, tornando-se necessários maiores estudos a respeito, bem como aprimoramento dos profissionais* a respeito de sua utilização. (para saber mais: ler Artigo)

* Um estudo realizado com 600 médicos, 87% responderam que nunca haviam utilizado hipotermia terapêutica, principalmente por ter pouco conhecimento sobre o método, além de julgarem que as informações disponíveis são insuficientes.
A divulgação científica é uma ferramenta de meio de comunicação importante que tem que ser difundida para o conhecimento da sociedade médica e leiga.

Para saber mais:
Reportagem do Fantástico:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1480731-15605,00.html
Artigo: O potencial da hipotermia terapêutica no tratamento do paciente crítico: http://www.scamilo.edu.br/pdf/mundo_saude/58/74a78.pdf

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Parkinson: Cérebro e coração?

A dopamina é um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina. Tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central, ajuda a controlar os músculos e os movimentos.

As células que produzem a dopamina estão nos núcleos da substância negra (observar a foto) do mesencéfalo. Danos a elas reduzem a produção desse neurotransmissor, resultando nos sintomas motores típicos da doença de Parkinson.

Substância negra em um cérebro saudável (à esquerda) e substância negra diminuída em um cérebro com Parkinson (à direita ) - Foto: Rui Daniel S. Prediger

Os sintomas se desenvolvem progressivamente, começando com tremor nas mãos e pernas, progredindo para o arrastar de pés para andar, enrigidez dos músculos, escrita ilegível e postura inclinada. Na fase avançada, problemas na fala, dificuldade para engolir e eventual depressão.

Estudos recentes ressaltam novas formas de manifestação clínica da doença de Parkinson, como a associação da doença com problemas no coração, trabalho apresentado no 18th WFN World Congress on Parkinson’s Disease and Related Disorders, realizado em Miami, nos Estados Unidos, em dezembro último. A reportagem é da Agência Fapesp do dia 4/2/2010.

A apresentação foi do pesquisador Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa procura entender de que forma a doença afeta o coração. A equipe de Coppi induziu a doença de Parkinson nos camundongos por meio do uso do 1-metil-1-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropirimidina (MPTP), de modo a analisar seus efeitos no miocárdio, na inervação do coração e nos neurônios do sistema nervoso central. O objetivo é ver se o MPTP pode ser um bom modelo para se quantificar os efeitos da doença de Parkinson no coração.

Nos resultados preliminares, o grupo de camundongos que recebeu a droga apresentou, à análise morfológica estereológica estocástica tridimensional, uma atrofia do ventrículo esquerdo do coração e “uma tendência ao aumento do número de núcleos de fibras cardíacas (cardiomiócitos) desse mesmo ventrículo, o que é sugestivo de uma proliferação compensatória dessas fibras”, disse Coppi. O decréscimo nas concentrações de neurotransmissores no coração – dopamina e noradrenalina - também foram os dados observados.

A droga MPTP é muito utilizada para induzir doença de Parkinson em camundongos e em primatas, mas Coppi destaca que "os estudos sempre enfocaram o cérebro, mas sem abordar o aspecto morfoquantitativo do coração”.

De acordo com Coppi, a doença de Parkinson pode se iniciar pelo sistema nervoso periférico e, a partir daí, pode afetar os órgãos que são inervados por esse sistema periférico e depois evoluir para o cérebro. A teoria postulada hoje é que a doença de Parkinson comece no sistema nervoso central e evolua para um quadro periférico, afetando outros órgãos.

Pesquisas recentes e futuras poderão descobrir quais desses caminhos a doença de Parkinson percorre e, sendo assim, poderemos encontrar respostas para as causas, até então, desconhecidas.

Mais detalhes sobre a pesquisa podem ser obtidos com o professor Coppi por e-mail (guto@usp.br, skype (antonio.augusto.stereo), telefone (11) 3091 - 1214 ou visitando o site do LSSCA (www2.fmvz.usp.br/lssca).

Referências:
O livro do Cérebro (Traduzido, lançado pela editora Duetto)
Agência Fapesp: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11724/parkinson-e-coracao.htm