Cafeína: remédio ou veneno?
Karina Toledo, do Rio de Janeiro | Agência FAPESP – A diferença entre o remédio e o veneno muitas vezes está na dose, diz o ditado. No caso da cafeína, pode estar também na idade de quem a consome. Enquanto em indivíduos adultos a substância parece proteger o cérebro de danos causados pelo estresse que podem desencadear quadros depressivos, na vida intrauterina pode atrapalhar o desenvolvimento cerebral e representar um fator de risco para doenças como epilepsia.
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
quarta-feira, 26 de março de 2014
Marca-passo cerebral para epilepsia
Acesse o link da Folha de São Paulo: http://folha.com/no1430898 para saber mais sobre um recente marca-passo cerebral desenvolvido para epilepsia que não responde à medicamentos.
No link, você irá encontrar figuras explicativas e um texto bem fácil de ser compreendido.
Vale a pena conferir!!!
Purple Day: Epilepsia
Fitoterápico entre os mais vendidos do mundo pode levar a aumento de crises epiléticas.http://bit.ly/1gz3GDq
Um dos fitoterápicos mais vendidos no mundo poderá ser alvo de restrições em um futuro próximo. Pelo menos é o que espera um grupo de médicos da Universidade de Bonn, na Alemanha, que publicou uma ampla revisão sobre o assunto no Journal of Natural Products. Eles reuniram evidências de que o Ginkgo biloba, usado como “tonificante cerebral” e indicado para idosos, pode aumentar a ocorrência de crises em pacientes epiléticos e reduzir a eficácia dos medicamentos usados para evitar convulsões. Os autores recomendam que passe a ser vendido apenas com receita médica.
Mutação nas células gliais pode explicar origem da epilepsia. http://bit.ly/1nYBfmb
Crises de epilepsia se originam em descargas elétricas não habituais entre neurônios, o que causa as convulsões. Ainda não se sabe exatamente o que desencadeia essas “tempestades elétricas”. No entanto, segundo cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), a resposta para a epilepsia pode não estar nos neurônios, mas nas células da glia.
Estudos anteriores já mostraram que quando o córtex de moscas-das-frutas não consegue regular adequadamente os níveis de cálcio, os neurônios vizinhos ficam vulneráveis às descargas. Os pesquisadores do MIT identificaram a mutação genética que deixa esses insetos mais propensos às crises – ela ocorre no gene zydeco, que controla o transporte de cálcio no interior das gliais. “O curioso é que a maioria dessas células não dispara impulsos elétricos”, diz a autora do estudo, Jan Melom.
Segundo ela, a mutação evita que pequenas flutuações de cálcio ocorram na glia, o que pode resultar em acúmulo dessa subtância nas células. Situações estressantes, como calor, geralmente aumentam os níveis de cálcio, o que poderia desencadear “algum tipo de reação nas gliais que se propaga para os neurônios”, diz Jan. Como existe uma versão do zydeco em mamíferos, a descoberta pode ajudar a explicar a origem das crises epiléticas em humanos.
Desenvolvimento cerebral, epilepsia e e dificuldade de aprendizagem
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
9 de Setembro - Dia Latino Americano e Nacional de Epilepsia
Várias atividades ocorrem na semana do dia 9 no Brasil e se estendem ao longo do mês de setembro. Chamo a sua atenção para duas atividades que acontecerão em Campinas.
A primeira: Atualização em Epilepsia. Participarão desta oficina profissionais altamente qualificados. O público pode interagir com os palestrantes, on-line, em forma de pergunta e resposta. Para assistir a transmissão on-line, basta acessar o portal: www.fcm.unicamp.br/videoconferencia.
Para as pessoas que tiverem interessem em participar da oficina pessoalmente, pedimos que enviem um e-mail para paula@aspebrasil.org para efetuar a inscrição, que é gratuita e limitada.
A segunda: Para fechar as atividades a ASPE está organizando um jantar beneficente no dia 24 de setembro, sexta-feira, as 20:00 no Espaço Gourmet do Hotel The Royal Palm Plaza (Campinas). É um jantar completo incluso bebidas em um ambiente descontraído e requintado para conhecer mais sobre ações sociais da ASPE. Convite individual no valor de R$70,00, por ser limitado, venda com antecedência. Para adquirir pode entrar em contato pelo tel.: (19) 9113-8086.
A primeira: Atualização em Epilepsia. Participarão desta oficina profissionais altamente qualificados. O público pode interagir com os palestrantes, on-line, em forma de pergunta e resposta. Para assistir a transmissão on-line, basta acessar o portal: www.fcm.unicamp.br/videoconferencia.
Para as pessoas que tiverem interessem em participar da oficina pessoalmente, pedimos que enviem um e-mail para paula@aspebrasil.org para efetuar a inscrição, que é gratuita e limitada.
A segunda: Para fechar as atividades a ASPE está organizando um jantar beneficente no dia 24 de setembro, sexta-feira, as 20:00 no Espaço Gourmet do Hotel The Royal Palm Plaza (Campinas). É um jantar completo incluso bebidas em um ambiente descontraído e requintado para conhecer mais sobre ações sociais da ASPE. Convite individual no valor de R$70,00, por ser limitado, venda com antecedência. Para adquirir pode entrar em contato pelo tel.: (19) 9113-8086.
terça-feira, 22 de junho de 2010
O mapa da epilepsia no Brasil
Regiões com centros cirúrgicos para o tratamento da epilepsia têm reduzidas suas taxas de mortalidade pela doença
Por Danielle Lucon
Em todo o mundo, a incidência de epilepsia varia conforme a região geográfica. Assim, nos países em desenvolvimento, em que há deficiência no atendimento médico, subnutrição e enfermidades, esse número pode chegar a 2%. Já nos países desenvolvidos a incidência é de aproximadamente 1%. Aqui no Brasil, a epilepsia é uma condição neurológica que atinge 1,8% da população.
Para oferecer o melhor tratamento a essas pessoas, é preciso diagnosticar a causa da epilepsia. O uso de medicamentos é uma das terapias mais utilizadas e promove resultados animadores ao controlar as crises epilépticas em 70% dos casos. A eficácia do tratamento medicamentoso depende de pessoa para pessoa e do tipo de crise que ela tem. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.
Para oferecer o melhor tratamento a essas pessoas, é preciso diagnosticar a causa da epilepsia. O uso de medicamentos é uma das terapias mais utilizadas e promove resultados animadores ao controlar as crises epilépticas em 70% dos casos. A eficácia do tratamento medicamentoso depende de pessoa para pessoa e do tipo de crise que ela tem. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.
De acordo com o presidente da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), Wagner Teixeira, os centros - ativos - de tratamento cirúrgico para epilepsia (CTCE) que atendem pela rede pública (SUS) em nosso país estão concentrados em apenas sete dos 27 Estados brasileiros (Ver mapa).
Para Wagner Teixeira é claro que os centros existentes não comportam a demanda de pacientes no Brasil. “Hoje, os CTCE só estão beneficiando um terço das pessoas com epilepsia no país. E, embora haja um recente esforço do Ministério da Saúde em credenciar mais centros, muitos deles não têm condições de realizar cirurgias. Ainda falta um programa especial do governo para aumentar a quantidade de CTCE”, alerta presidente da LBE.
Nas regiões em que não existem centros para o tratamento cirúrgico, por exemplo, os pacientes são orientados e encaminhados para os centros de referência, por meio do programa de transferência do Ministério da Saúde, chamado Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade (CNRAC).
Nas regiões em que não existem centros para o tratamento cirúrgico, por exemplo, os pacientes são orientados e encaminhados para os centros de referência, por meio do programa de transferência do Ministério da Saúde, chamado Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade (CNRAC).
Mortalidade X atendimento
Após o diagnóstico, o paciente recebe uma lista de medicamentos chamada de Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). Essa lista engloba quatro remédios básicos que devem ser usados no tratamento em todos os Estados. Além dessas medicações, há outras, de alto custo, que não estão na lista, mas que também são oferecidas pelo Ministério da Saúde gratuitamente e podem ser distribuídas em qualquer localidade.
Como não há um mapa que registre como é feita a distribuição de remédios em cada Estado, na prática, ela acaba sendo diferente do que os médicos gostariam. Nas regiões em que há uma maior e melhor disponibilidade das drogas antiepilépticas, acredita-se que ocorra uma redução na mortalidade proporcional por epilepsia.
Segundo o artigo publicado na Revista Ciência Saúde Coletiva em 2009, o cálculo dos coeficientes de mortalidade por epilepsia, segundo a região, evidenciou: redução de 16,67% na região Norte; redução de 42,31% na região Sudeste; redução de 12,08% na região Sul; e aumento de 17,35% na região Centro-Oeste e aumento de 80% na região Nordeste. O aumento dos casos na região Nordeste pode estar relacionado à falta de centros de tratamento cirúrgico e a baixa disponibilidade dos medicamentos comparados a outras regiões.
Visando o bem-estar de pessoas com epilepsia, no que se refere ao tratamento e à diminuição do estigma, preconceito e discriminação, equipes da área da saúde criaram as associações dos portadores de epilepsia (Aspe), nas quais médicos e pacientes lutam juntos para uma melhor oferta de centros de tratamento cirúrgico e disponibilidade de medicamentos, assim como a integração do indivíduo à sociedade. Foram criadas associações em quase todos os Estados brasileiros (ver mapa).
“Com a criação das Aspe, as chances de ganho nas reivindicações para o bem-estar do paciente é muito maior do que se essa organização não existisse”, garante Wagner Teixeira. A Aspe é, sem dúvida, muito importante na vida dos pacientes. E o presidente da LBE conclui, “tem que haver um investimento amplo do governo tanto na parte básica de sustentação do tratamento da epilepsia como o acesso à medicação. Além disso, não deixar de oferecer o tratamento cirúrgico em que as chances de melhora do quadro são muito grande, o que pode representar muito para quem não teria outra saída se não a cirurgia”.
Links:
da reportagem: http://www.cinapce.org.br/noticia.php?id_noticia=108
LBE: http://www.epilepsia.org.br/epi2002/index.asp
ASPE: http://www.aspebrasil.org/
da reportagem: http://www.cinapce.org.br/noticia.php?id_noticia=108
LBE: http://www.epilepsia.org.br/epi2002/index.asp
ASPE: http://www.aspebrasil.org/
Artigos:
Ferreira, Israel de Lucena Martins; Silva, Tiago pessoa Tabosa. Mortalidade por epilepsia no Brasil, 1980-2003. Ciência saúde coletiva 14(1), 89-94, 2009.
Ferreira, Israel de Lucena Martins; Silva, Tiago pessoa Tabosa. Mortalidade por epilepsia no Brasil, 1980-2003. Ciência saúde coletiva 14(1), 89-94, 2009.
sábado, 6 de março de 2010
VIII ENCONTRO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES E GRUPOS DE PACIENTES COM EPILEPSIA
Local: Salão Vermelho da Prefeitura Municipal de Campinas
Realização: ASPE e EPI-Brasil
Dias: 18, 19 e 20 de março de 2010
Pré-Encontro
Para Guardas Municipais e Pessoas interessadas na Capacitação de Epilepsia – Ministrado pela ASPE
De acordo com a Lei Municipal 13467 (13/11/2008).
Inscrições no CETS da Prefeitura de Campinas. Endereço: Av. Aquidaban, 505 – Centro,– Campinas. Telefones: (19) 3236-2089 e 3232-8415. E-mail: saude.cets@campinas.sp.gov.br
Dia 18 de março, quinta-feira:
13:30h-14:00h – Recepção e entrega de material
14:00h-17:00h – Capacitação em epilepsia para guardas municipais da Prefeitura Municipal de Campinas (público estimado: 200 guardas municipais – convidados pela Prefeitura)
Dia 19 de março, sexta-feira:
8:30h-9:00h – Recepção e entrega de material
9:00h-12:00h – Capacitação em epilepsia para guardas municipais da Prefeitura Municipal de Campinas (público estimado: 200 guardas municipais – convidados pela Prefeitura)
Encontro Nacional
13:30h-14:00h - Inscrições
R$ 10,00 por pessoa (feitas na hora) e entrega de material
14:00h-14:30h – Abertura do VIII Encontro Nacional de Associações e Grupos de Pacientes com Epilepsia
· Dr. Li Li Min, médico, professor Associado do Depto. de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente Fundador da ASPE
· Dra. Paula T. Fernandes, psicóloga, pesquisadora do Depto. de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente da ASPE
· João Hércules Bezerra Gomes, presidente da Epi-Brasil
· Rosa Maria Lucena, vice-presidente da Epi-Brasil
14:30h-17:30h – Atualize seu conhecimento em epilepsia. Serão discutidos casos de pacientes com epilepsia em diferentes contextos: escola, rede básica, trabalho, preconceito. Debatedores:
· Dra. Ana Lúcia Noronha Kanashiro, médica neurologista da Prefeitura Municipal de Campinas
· Dr. Wagner Teixeira, médico neurologista do Hospital de Base de Brasília. Presidente da LBE
· Dra. Paula T. Fernandes, psicóloga, pesquisadora colaboradora do Departamento de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente da ASPE
· Dr. Li Li Min, médico, professor Associado do Departamento de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente fundador da ASPE
17:30h – Encerramento do dia
Dia 20 de março, sábado:
(Público estimado: 40 pessoas participantes das associações de epilepsia do Brasil)
08:30h-10:30h – Apresentação das Associações / Grupos / Movimentos de Epilepsia (15 minutos para cada apresentação).
Para esta atividade, cada associação deve escolher um representante que fará a apresentação das atividades da associação no período de 2009 a 2010 e enviar para o e-mail: paula@aspebrasil.org
10:30h-12:00h – Assembléia Geral da Epi-Brasil (somente para os participantes da Epi-Brasil)
12:30 – Almoço da Epi-Brasil
Realização: ASPE e EPI-Brasil
Dias: 18, 19 e 20 de março de 2010
Programa preliminar
Pré-Encontro
Para Guardas Municipais e Pessoas interessadas na Capacitação de Epilepsia – Ministrado pela ASPE
De acordo com a Lei Municipal 13467 (13/11/2008).
Inscrições no CETS da Prefeitura de Campinas. Endereço: Av. Aquidaban, 505 – Centro,– Campinas. Telefones: (19) 3236-2089 e 3232-8415. E-mail: saude.cets@campinas.sp.gov.br
Dia 18 de março, quinta-feira:
13:30h-14:00h – Recepção e entrega de material
14:00h-17:00h – Capacitação em epilepsia para guardas municipais da Prefeitura Municipal de Campinas (público estimado: 200 guardas municipais – convidados pela Prefeitura)
Dia 19 de março, sexta-feira:
8:30h-9:00h – Recepção e entrega de material
9:00h-12:00h – Capacitação em epilepsia para guardas municipais da Prefeitura Municipal de Campinas (público estimado: 200 guardas municipais – convidados pela Prefeitura)
Encontro Nacional
13:30h-14:00h - Inscrições
R$ 10,00 por pessoa (feitas na hora) e entrega de material
14:00h-14:30h – Abertura do VIII Encontro Nacional de Associações e Grupos de Pacientes com Epilepsia
· Dr. Li Li Min, médico, professor Associado do Depto. de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente Fundador da ASPE
· Dra. Paula T. Fernandes, psicóloga, pesquisadora do Depto. de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente da ASPE
· João Hércules Bezerra Gomes, presidente da Epi-Brasil
· Rosa Maria Lucena, vice-presidente da Epi-Brasil
14:30h-17:30h – Atualize seu conhecimento em epilepsia. Serão discutidos casos de pacientes com epilepsia em diferentes contextos: escola, rede básica, trabalho, preconceito. Debatedores:
· Dra. Ana Lúcia Noronha Kanashiro, médica neurologista da Prefeitura Municipal de Campinas
· Dr. Wagner Teixeira, médico neurologista do Hospital de Base de Brasília. Presidente da LBE
· Dra. Paula T. Fernandes, psicóloga, pesquisadora colaboradora do Departamento de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente da ASPE
· Dr. Li Li Min, médico, professor Associado do Departamento de Neurologia da FCM-UNICAMP e Presidente fundador da ASPE
17:30h – Encerramento do dia
Dia 20 de março, sábado:
(Público estimado: 40 pessoas participantes das associações de epilepsia do Brasil)
08:30h-10:30h – Apresentação das Associações / Grupos / Movimentos de Epilepsia (15 minutos para cada apresentação).
Para esta atividade, cada associação deve escolher um representante que fará a apresentação das atividades da associação no período de 2009 a 2010 e enviar para o e-mail: paula@aspebrasil.org
10:30h-12:00h – Assembléia Geral da Epi-Brasil (somente para os participantes da Epi-Brasil)
12:30 – Almoço da Epi-Brasil
Realização:
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O mundo sem epilepsia!!
Museu de Epilepsia Kork - Alemanha
O histórico desconhecimento acerca da fisiopatologia dos fenômenos epilépticos fomentou o surgimento de relatos lendários, ideias preconceituosas e de uma série de expressões artísticas acerca da patologia, geralmente retratada de forma deturpada e pouco científica. Diversas personalidades históricas são relatadas como suspeitos ou portadores de epilepsia. Durante a história, várias pessoas que afirmavam ter revelações, ouvir vozes e ter visões, podem ter sofrido de epilepsia. Em muitos casos, o diagnóstico definitivo jamais pode ser estabelecido, devido à imprecisão clínica e às limitações tecnológicas da época. Temos exemplos de celebridades, que possivelmente eram portadoras de epilepsia, em diversas esferas artísticas e sociais, como por exemplo:
- Vincent van Gogh, um dos mais prestigiados pintores da história, autor de obras clássicas, como “O Grito” e “Os Girassóis”;
- Fiódor Dostoiévski, escritor russo, cujos auto-relatos sobre crises epilépticas se tornaram, antológicos na literatura, através de personagens em seus romances;
- Machado de Assis, a quem muitos consideram como o maior de todos os escritores brasileiros, sendo um dos criadores da cronica no país e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Entre suas obras estão: “O ilusionista” e “Dom Casmurro”;
- Joana d’Arc, heroína e santa padroeira da França. Ouvia vozes divinas, acompanhada de claridade e uma sensação de medo, a qual levou a defender o território francês lutando principalmente contra os ingleses.
- D. Pedro I, foi o primeiro imperador do Brasil, apresentava habilidades artísticas.
- Hércules, herói da mitologia, símbolo do homem em luta contra as forças da natureza.
- Caio Júlio César, Imperador romano, líder militar e político da República romana.
- Napoleão Bonaparte, Imperador francês. Há indícios de que sofria de epilepsia, a qual não impediu visivelmente suas atividades.
Agora, imagine o mundo se não existisse epilepsia. . . Imaginou? Simplesmente essas celebridades deixariam também de existir e a história do mundo seria contada com outras palavras, fatos, lições e vidas.
Para ler sobre cada famoso da figura acesse: http://www.epilepsiemuseum.de/english/prominente.html#text2
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A visão da Epilepsia pelo Espiritismo.
Mangue Seco - SE
A ciência e a espiritualidade podem esclarecer a epilepsia como a existência de múltiplas enfermidades para as desarmonias do corpo, e há inúmeras outras para os desvios da alma: “O fenômeno epileptóide muito raramente ocorre por meras alterações no encéfalo, como sejam as que procedem de golpes na cabeça, e, geralmente é enfermidade da alma, independente do corpo físico que apenas registra, nesse caso, as ações reflexas” - citação do livro O mundo maior, escrito pelo espírito de André Luiz (médico), psicografado por Francisco Cândido Xavier, que interpreta a epilepsia como questão psíquica.
Os distúrbios psíquicos são analisados a partir do plano espiritual, trazendo-nos a abalizada opinião de espíritos especialistas (instrutores espirituais). Para o espiritismo, o reflexo condicionado, como o abuso do álcool, da mediunidade e da sexualidade, pode gerar o sentimento de lesão da pessoa e afetar aqueles que foram envolvidos naquela situação, criando um campo de culpa que atrai o obsessor. A atração do obsessor depende do grau de comprometimento da lesão a si próprio e aos envolvidos, mesmo que o obsessor não esteja presente.
Os reflexos da vida passada repercutem no corpo físico de hoje, no ponto de vista espiritual, para o qual há dois tipos de epilepsia: uma funcional, em que não existe lesão anatômica; e outra de difícil controle, em que há presença do obsessor e lesão maior de culpa. O livro dos espíritos, Alan Kardec, afirma: “Sem dúvida que esses são os verdadeiros possessos (...) isto nunca ocorre sem que aquele consinta, quer por sua fraqueza quer por desejo; muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médicos que de exorcismos, têm sido tomados por possessos”. O texto refere-se a relatos do Evangelho de Lucas e Marcos que tratariam da existência de quadros epilépticos secundários à ação de obsessores desencarnados. A obra de Kardec esclarece que existem quadros de epilepsia não secundários à interferência espiritual e ligados à postura cármica das doenças.
Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra carma, na visão espírita, cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda o carma bom ou mau de suas encarnações anteriores. O médico Bezerra de Menezes, em Recordações da mediunidade, psicografado pela médium Yvone Pereira, conta um caso de epilepsia que foi ocasionado pelo suicídio em vida passada: “As convulsões nada mais são do que vínculos mentais revivendo o passado (zona de remorso)”. A zona de remorso é caracterizada por um estado anormal criado pela mente por falta de oportunidade de desabafo ou correção daquela falta grave, que fica calcada no espírito, provocando distonias diversas de uma encarnação para outra, explica o espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos.
A palavra carma significa ação e designa o nível de evolução espiritual de cada pessoa, buscando melhorar o nível espiritual para atingir estados evolutivos mais elevados. Já para os budistas, o conceito de carma se refere à consequência cármica e não ao ato em si. (ver O que é Carma? O Budismo explica.)
Alguns espíritas retardam o encaminhamento de pessoas com epilepsia para os neurologistas por acreditar que aquela manifestação é puramente mediúnica, assim, o uso de águas fortificantes e a terapia espiritual, que deve ser com vibrações, preces, palestras, pois ouvem e entendem o passe, auxiliam todo o processo de melhora. Outros espíritas acreditam que o uso de remédios para buscar o equilíbrio do corpo, juntamente com a religião tem como resultado um tratamento melhor da epilepsia.
Lembre-se: Todas as pessoas, de todas as religiões, que apresentarem alguma patologia no decorrer da vida deverão ser encaminhados ao médico e seguir os tratamentos adequados para uma melhor qualidade de vida.
Os distúrbios psíquicos são analisados a partir do plano espiritual, trazendo-nos a abalizada opinião de espíritos especialistas (instrutores espirituais). Para o espiritismo, o reflexo condicionado, como o abuso do álcool, da mediunidade e da sexualidade, pode gerar o sentimento de lesão da pessoa e afetar aqueles que foram envolvidos naquela situação, criando um campo de culpa que atrai o obsessor. A atração do obsessor depende do grau de comprometimento da lesão a si próprio e aos envolvidos, mesmo que o obsessor não esteja presente.
Os reflexos da vida passada repercutem no corpo físico de hoje, no ponto de vista espiritual, para o qual há dois tipos de epilepsia: uma funcional, em que não existe lesão anatômica; e outra de difícil controle, em que há presença do obsessor e lesão maior de culpa. O livro dos espíritos, Alan Kardec, afirma: “Sem dúvida que esses são os verdadeiros possessos (...) isto nunca ocorre sem que aquele consinta, quer por sua fraqueza quer por desejo; muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médicos que de exorcismos, têm sido tomados por possessos”. O texto refere-se a relatos do Evangelho de Lucas e Marcos que tratariam da existência de quadros epilépticos secundários à ação de obsessores desencarnados. A obra de Kardec esclarece que existem quadros de epilepsia não secundários à interferência espiritual e ligados à postura cármica das doenças.
Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra carma, na visão espírita, cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda o carma bom ou mau de suas encarnações anteriores. O médico Bezerra de Menezes, em Recordações da mediunidade, psicografado pela médium Yvone Pereira, conta um caso de epilepsia que foi ocasionado pelo suicídio em vida passada: “As convulsões nada mais são do que vínculos mentais revivendo o passado (zona de remorso)”. A zona de remorso é caracterizada por um estado anormal criado pela mente por falta de oportunidade de desabafo ou correção daquela falta grave, que fica calcada no espírito, provocando distonias diversas de uma encarnação para outra, explica o espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos.
A palavra carma significa ação e designa o nível de evolução espiritual de cada pessoa, buscando melhorar o nível espiritual para atingir estados evolutivos mais elevados. Já para os budistas, o conceito de carma se refere à consequência cármica e não ao ato em si. (ver O que é Carma? O Budismo explica.)
Alguns espíritas retardam o encaminhamento de pessoas com epilepsia para os neurologistas por acreditar que aquela manifestação é puramente mediúnica, assim, o uso de águas fortificantes e a terapia espiritual, que deve ser com vibrações, preces, palestras, pois ouvem e entendem o passe, auxiliam todo o processo de melhora. Outros espíritas acreditam que o uso de remédios para buscar o equilíbrio do corpo, juntamente com a religião tem como resultado um tratamento melhor da epilepsia.
Lembre-se: Todas as pessoas, de todas as religiões, que apresentarem alguma patologia no decorrer da vida deverão ser encaminhados ao médico e seguir os tratamentos adequados para uma melhor qualidade de vida.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O que o Apóstolo São Paulo e heroína Joana D'Arc tem em comum?
Atos 22: 6-11
“E Paulo disse ainda: Eu estava viajando, já perto de Damasco e era mais ou menos meio dia. De repente, uma grande luz que vinha do céu brilhou em volta de mim (...) Os homens que viajavam comigo viram a luz, porém não ouviram a voz de quem estava falando comigo (...) Aquela luz brilhante me deixou cego”
Esse fato descrito na Bíblia, a luz brilhante que cegou São Paulo no deserto de Damasco e deixou-o sem enxergar por três dias foi atribuída a uma crise do lobo temporal por pesquisadores neurologistas. Outro fato histórico acontece com Joana d’Arc, heroína e santa padroeira da França, ouvia vozes divinas, acompanhada de claridade e uma sensação de medo:
“Tinha cartoze anos quando ouvi a voz de Deus solicitando meu auxílio. Na primeira vez que escutei esta Voz, fiquei muito amedrontada; era meio dia de um dia de verão (...) Ouvi esta Voz à minha direita, em direção a igreja; raramente a ouvi sem ser acompanhada de uma luz, que vinha do mesmo lado da Voz”
Suas sensações de êxtase, medo intenso, alucinações visuais e auditivas eram semelhantes às do apóstolo Paulo. Mas naquela época, era interpretada como bruxaria, e então, ela foi considerada como herege e condenada à fogueira, em 1431 e, cinco séculos depois, a Igreja Católica a beatifica e, mais tarde, é declarada santa.
Nos dias de hoje, há vários relatos de pessoas com epilepsia do lobo temporal que apresentam religiosidade exacerbada, ou seja, interesses por figuras místicas, religiosas, que rezam várias vezes ao dia e caminham para a igreja pela primeira vez ou com uma maior frequência do que faziam antes de terem as crises. Esse intenso êxtase religioso é experimentado apenas por pessoas que possuem epilepsia do lobo temporal durante as crises e também no período entre as crises. Outra condição neurológica, a esquizofrenia não apresenta sequer nenhuma dessas alucinações visuais ou auditivas.
Pessoas com epilepsia no lobo temporal seriam privilegiadas por ouvirem Deus e por relatarem experiências jamais vividas por outras pessoas? (Ver Êxtase Religioso em Pessoas com Epilepsia do Lobo Temporal)
“E Paulo disse ainda: Eu estava viajando, já perto de Damasco e era mais ou menos meio dia. De repente, uma grande luz que vinha do céu brilhou em volta de mim (...) Os homens que viajavam comigo viram a luz, porém não ouviram a voz de quem estava falando comigo (...) Aquela luz brilhante me deixou cego”
Esse fato descrito na Bíblia, a luz brilhante que cegou São Paulo no deserto de Damasco e deixou-o sem enxergar por três dias foi atribuída a uma crise do lobo temporal por pesquisadores neurologistas. Outro fato histórico acontece com Joana d’Arc, heroína e santa padroeira da França, ouvia vozes divinas, acompanhada de claridade e uma sensação de medo:
“Tinha cartoze anos quando ouvi a voz de Deus solicitando meu auxílio. Na primeira vez que escutei esta Voz, fiquei muito amedrontada; era meio dia de um dia de verão (...) Ouvi esta Voz à minha direita, em direção a igreja; raramente a ouvi sem ser acompanhada de uma luz, que vinha do mesmo lado da Voz”Suas sensações de êxtase, medo intenso, alucinações visuais e auditivas eram semelhantes às do apóstolo Paulo. Mas naquela época, era interpretada como bruxaria, e então, ela foi considerada como herege e condenada à fogueira, em 1431 e, cinco séculos depois, a Igreja Católica a beatifica e, mais tarde, é declarada santa.
Nos dias de hoje, há vários relatos de pessoas com epilepsia do lobo temporal que apresentam religiosidade exacerbada, ou seja, interesses por figuras místicas, religiosas, que rezam várias vezes ao dia e caminham para a igreja pela primeira vez ou com uma maior frequência do que faziam antes de terem as crises. Esse intenso êxtase religioso é experimentado apenas por pessoas que possuem epilepsia do lobo temporal durante as crises e também no período entre as crises. Outra condição neurológica, a esquizofrenia não apresenta sequer nenhuma dessas alucinações visuais ou auditivas.
Pessoas com epilepsia no lobo temporal seriam privilegiadas por ouvirem Deus e por relatarem experiências jamais vividas por outras pessoas? (Ver Êxtase Religioso em Pessoas com Epilepsia do Lobo Temporal)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A palavra "LUNÁTICO" e sua relação com Possessão e Epilepsia.
Mateus 17: 14 a 19
“Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; E trouxe-o aos teus discípulos; e não puderam curá-lo. E Jesus, respondendo, disse: Ô geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazeis-mo aqui. E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde àquela hora o menino sarou”.
Para os líderes religiosos Frei Calisto, igreja católica, e Pastor Xyco, igreja protestante, essa passagem da Bíblia é interpretada como um caso de epilepsia. A mesma interpretação pode ser vista em O Evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec.
Frei Calisto, representante da Igreja Santo Antônio do Embaré, sugere que a palavra “lunático” possa ser uma linguagem da época e que tenha derivado da crença da lua. Quanto à possessão de demônios, diz “há muitos fenômenos que correspondiam com a epilepsia, mas não necessariamente a epilepsia seja sobrenatural” e completa “Talvez Jesus quisesse mostrar nas palavras ser o Deus que expulsasse o demônio”.
“Essa grande confusão entre possessão demoníaca e epilepsia ocorre devido à ignorância tanto científica quanto bíblica de alguns que se dizem pastores”, explica o Pastor Xyco e afirma “É um caso claro de ação demoníaca e não de epilepsia”, sugerindo que há uma tradução errônea da Bíblia.
Acreditava-se que a lua não era considerada um satélite da Terra e sim uma divindade que poderia controlar a epilepsia. Elza Márcia Targas Yacubian, em Epilepsia: da antiguidade ao segundo milênio – saindo das sombras, diz que “as pessoas afligidas pelo mal haviam pecado contra Solene, a deusa da lua, ainda que esta constituísse uma doença sagrada, pois sua cura não poderia se processar por meios humanos, mas apenas pela intervenção divina”.
Com o cristianismo, as pessoas passaram a acreditar que as crises se tratavam de processos naturais: “O aquecimento da atmosfera terrestre pela lua derreteria o cérebro, provocando as crises”, continua Elza.
Dados científicos, como os de Moreau, sobre a relação das crises de epilepsia e a mudança das fases da lua, analisando mais de 42 mil crises de 108 homens em cinco anos, chegaram a resultados negativos. Mas mesmo assim, para alguns espíritas, a fase da lua pode influenciar as crises.
Até hoje, falar de epilepsia, para algumas religiões, é ainda sinônimo de possessão. Uma pessoa com epilepsia sofre preconceito por líderes religiosos, que influenciam os seus seguidores a acreditarem que ela carrega o estigma de ser possuída por demônio, sendo passível de cura apenas por meio de orações e rituais de exorcismos. É comum ainda a prática de exorcismo da epilepsia em algumas igrejas, principalmente as pentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus, que acreditam somente na fé para a cura e dispensam o uso de remédios.
O pastor Marcos Jair Ebeling, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, explica: “Reconhecemos que a causa da epilepsia é clínica e não espiritual. Portanto, deve ser tratada clinicamente e encaminhada para o médico".
Na prática do budismo é natural buscar e seguir as orientações dos médicos para o tratamento de doenças ao mesmo tempo em que devemos fortalecer a prática da fé. O protestantismo valoriza o dom da fé e o dom da medicina. O catolicismo ressalta que a epilepsia não é causada pela possessão demoníaca e nem pelas fases da lua.
Uma conversa sobre epilepsia e possessão demoníaca.
17 de dezembro de 2009,
Pastor Xyco, da Igreja Batista e da Capelania do HC-UNICAMP, em seu blog relata nossa conversa sobre a relação da epilepsia com possessão do demônio. Foi uma conversa incrível e com trocas mútuas de conhecimentos. Seu texto cita Hipócrates e a sua tentativa de desmistificar a epilepsia chamando-a “doença sagrada”. Conta também um caso em que uma pessoa não toma remédio porque é crente e tem fé e sua consequência, por não tomar os remédios receitados pelo médico, foi a perda de um órgão transplantado. A palavra "lunático" também aparece em seu texto e em um comentário deixado por um leitor. (ver postagem: A palavra "lunático" e sua relação com possessão e epilepsia)
Embora haja definições distintas entre as religiões, é importante ter cuidado aos fenômenos que observamos, sejam elas espirituais ou clínicas, e a avaliação médica tem que estar presente para todos e pessoas com epilepsia receberão o tratamento correto e sofrerão menos com o estigma que as rodeiam por falta de informação.
O meu interesse por essa conversa surgiu a partir de um compromisso que assumi de escrever um artigo sobre a visão da epilepsia por diversas religiões: catolicismo, protestantismo, espiritismo e budismo, reunindo entrevistas com líderes religiosos e suas respectivas doutrinas juntamente com citações de livros, para o próximo livro do CInAPCe que abordará temas sobre EPILEPSIA.
Estou postando alguns trechos do artigo no blog. É só clicar na palavra EPILEPSIA (em condição neurológica) do lado direito da tela que aparecerá as postagens referente ao artigo.
Blog do XYKO: http://xykomotta.blogspot.com/2009/12/epilepsia-e-possesao-demoniaca.html
Para quem quiser saber mais sobre o projeto CInAPCe: http://www.cinapce.org.br/
Pastor Xyco, da Igreja Batista e da Capelania do HC-UNICAMP, em seu blog relata nossa conversa sobre a relação da epilepsia com possessão do demônio. Foi uma conversa incrível e com trocas mútuas de conhecimentos. Seu texto cita Hipócrates e a sua tentativa de desmistificar a epilepsia chamando-a “doença sagrada”. Conta também um caso em que uma pessoa não toma remédio porque é crente e tem fé e sua consequência, por não tomar os remédios receitados pelo médico, foi a perda de um órgão transplantado. A palavra "lunático" também aparece em seu texto e em um comentário deixado por um leitor. (ver postagem: A palavra "lunático" e sua relação com possessão e epilepsia)
Embora haja definições distintas entre as religiões, é importante ter cuidado aos fenômenos que observamos, sejam elas espirituais ou clínicas, e a avaliação médica tem que estar presente para todos e pessoas com epilepsia receberão o tratamento correto e sofrerão menos com o estigma que as rodeiam por falta de informação.
O meu interesse por essa conversa surgiu a partir de um compromisso que assumi de escrever um artigo sobre a visão da epilepsia por diversas religiões: catolicismo, protestantismo, espiritismo e budismo, reunindo entrevistas com líderes religiosos e suas respectivas doutrinas juntamente com citações de livros, para o próximo livro do CInAPCe que abordará temas sobre EPILEPSIA.
Estou postando alguns trechos do artigo no blog. É só clicar na palavra EPILEPSIA (em condição neurológica) do lado direito da tela que aparecerá as postagens referente ao artigo.
Blog do XYKO: http://xykomotta.blogspot.com/2009/12/epilepsia-e-possesao-demoniaca.html
Para quem quiser saber mais sobre o projeto CInAPCe: http://www.cinapce.org.br/
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Êxtase Religioso em Pessoas com Epilepsia do Lobo Temporal

Epilepsia é uma condição neurológica que atinge 1,8% da população brasileira.
Nos dias de hoje, há vários relatos de pessoas com epilepsia do lobo temporal que apresentam religiosidade exacerbada, ou seja, interesses por figuras místicas, religiosas, que rezam várias vezes ao dia e caminham para a igreja pela primeira vez ou com uma maior frequência do que faziam antes de terem as crises. Esse intenso êxtase religioso é experimentado apenas por pessoas que possuem epilepsia do lobo temporal durante as crises e também no período entre as crises.
Pessoas com epilepsia no lobo temporal seriam privilegiadas por ouvirem Deus e por relatarem experiências jamais vividas por outras pessoas? Na tentativa de compreender melhor o comportamento religioso excessivo, pesquisadores estão se dedicando a estudar o sistema límbico do cérebro. O livro do cérebro, da editora Duetto (tradução do livro The Brain), diz: “O sistema límbico responde pelos comportamentos instintivos, pelas emoções profundamente arraigadas e pelos impulsos básicos, como sexo, ira, prazer, sobrevivência”.
Em Fantasmas do cérebro, livro escrito por Ramachandran e Sandra Blakeslee, dois pacientes que apresentavam epilepsia e manifestavam inclinações espirituais, além de uma necessidade obsessiva de falar de seus sentimentos e de tópicos religiosos, foram submetidos a uma experiência científica.
Nas mãos desses pacientes estavam eletrodos que mediram as suas emoções de acordo com imagem que iam aparecendo numa tela de computador. O esperado para qualquer pessoa era uma reação aumentada para as cenas de violência e palavras ou cenas de sexo. O resultado desse experimento foi uma reação intensificada somente para palavras e figuras religiosas. Nas cenas de violência e sexo, a reação foi menor do que visto em indivíduos normais. Como esses pacientes experimentam todo o tipo de emoções estranhas durante uma crise, como se um vulcão entrasse em erupção e depois a sensação de calmaria, a explicação para tal intensidade divina teria a ver com a confusão mental vivida?
Uma explicação simples para o que acontece com as pessoas com epilepsia descrita em Fantasmas do cérebro é que “houve mudanças permanentes no conjunto de circuitos do lobo temporal causadas pelo reforço seletivo de algumas conexões e ofuscamento de outras”. A conclusão que se chega é que “existem circuitos no cérebro humano que são envolvidos com experiências religiosas e que se tornam hiperativos em pessoas com epilepsia”.
Deus está presente em regiões específicas do nosso cérebro? Como explicar a intensidade de reações religiosas em pessoas com epilepsia do lobo temporal? A busca dessas pessoas pela religião é um conforto para o plano físico e espiritual?
Nos dias de hoje, há vários relatos de pessoas com epilepsia do lobo temporal que apresentam religiosidade exacerbada, ou seja, interesses por figuras místicas, religiosas, que rezam várias vezes ao dia e caminham para a igreja pela primeira vez ou com uma maior frequência do que faziam antes de terem as crises. Esse intenso êxtase religioso é experimentado apenas por pessoas que possuem epilepsia do lobo temporal durante as crises e também no período entre as crises.
Pessoas com epilepsia no lobo temporal seriam privilegiadas por ouvirem Deus e por relatarem experiências jamais vividas por outras pessoas? Na tentativa de compreender melhor o comportamento religioso excessivo, pesquisadores estão se dedicando a estudar o sistema límbico do cérebro. O livro do cérebro, da editora Duetto (tradução do livro The Brain), diz: “O sistema límbico responde pelos comportamentos instintivos, pelas emoções profundamente arraigadas e pelos impulsos básicos, como sexo, ira, prazer, sobrevivência”.
Em Fantasmas do cérebro, livro escrito por Ramachandran e Sandra Blakeslee, dois pacientes que apresentavam epilepsia e manifestavam inclinações espirituais, além de uma necessidade obsessiva de falar de seus sentimentos e de tópicos religiosos, foram submetidos a uma experiência científica.
Nas mãos desses pacientes estavam eletrodos que mediram as suas emoções de acordo com imagem que iam aparecendo numa tela de computador. O esperado para qualquer pessoa era uma reação aumentada para as cenas de violência e palavras ou cenas de sexo. O resultado desse experimento foi uma reação intensificada somente para palavras e figuras religiosas. Nas cenas de violência e sexo, a reação foi menor do que visto em indivíduos normais. Como esses pacientes experimentam todo o tipo de emoções estranhas durante uma crise, como se um vulcão entrasse em erupção e depois a sensação de calmaria, a explicação para tal intensidade divina teria a ver com a confusão mental vivida?
Uma explicação simples para o que acontece com as pessoas com epilepsia descrita em Fantasmas do cérebro é que “houve mudanças permanentes no conjunto de circuitos do lobo temporal causadas pelo reforço seletivo de algumas conexões e ofuscamento de outras”. A conclusão que se chega é que “existem circuitos no cérebro humano que são envolvidos com experiências religiosas e que se tornam hiperativos em pessoas com epilepsia”.
Deus está presente em regiões específicas do nosso cérebro? Como explicar a intensidade de reações religiosas em pessoas com epilepsia do lobo temporal? A busca dessas pessoas pela religião é um conforto para o plano físico e espiritual?
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