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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Budismo: Religião ou Filosofia?


A palavra Religião vem do latim "re-ligio", que significa "Prestar culto a uma divindade", pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.

A idéia de religião com muita frequência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.

As religiões explicam de maneiras diversas o surgimento da felicidade e do sofrimento. As religiões monoteístas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, afirmam a existência de um criador do mundo, um ser surpremo. O Budismo é uma doutrina não-divina, portanto é alteísta porque não acredita em um Deus criador.

O Budismo fundamenta a crença do renascimento principalmente na continuidade do espírito e na lei universal de causa e efeito, o carma. Acreditam que todo o ser traz em si a possibilidade de alcançar a realização espiritual, através do processo de purificação. Aqui se diferenciam as grandes religiões do mundo.

Algumas pessoas se sentem atraídas pelo cristianismo, por causa do conceito de um Deus criador. Outros, acham o budismo atraente porque ele se concentra somente nas ações dos indivíduos. Certamente é possível encontrar boas razões para apoiar diferentes abordagens.

Uma religião sem Deus? O Budismo talvez possa ser considerado mais como uma filosofia de vida por acreditar somente na evolução espiritual do próprio ser, sem a existência de intervenção divina. Mas se analizarmos o sentido da palavra "religião" que engloba um conjunto de crenças e tradições, o Budismo pode ser dito como tal? Podemos considerar que o Budismo é uma Religião e Filosofia?
Referência:
Dalai Lama. Caminho da sabedoria, caminho da paz. Porto Alegre: L&PM, 2009. ISBN 978-85-254-1930-9

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O que é Carma? O budismo explica.

Templo Budista em Três Coroas - RS

Para os budistas, o conceito de carma se refere à consequência cármica e não ao ato em si, como acredita o espiritismo (ver Visão da epilepsia pelo espiritismo). Lama Padma Samtem, em A ciência e a Mente, diz: “A cultura budista se desenvolveu em condições completamente diferentes das nossas e ela se desenvolveu a partir da investigação da própria mente”.
Nos templos budistas que seguem a linha tibetana, há o pensamento de que “quanto maior a bondade de uma pessoa, maiores as suas expectativas. Quanto maior a negatividade de uma pessoa, maior o seu sofrimento e dor. A realidade atual do nosso dia a dia é o resultado cármico dos nossos pensamentos, palavras e atos, nesta vida e em vidas passadas”, segundo Chagdud Tulku Rinpoche em Portões da Prática Budista.

A doença é um carma negativo resultante de uma vida passada, ou seja, marcas deixadas em nossa mente por ações negativas que praticamos em outras vidas.
“Uma vez que tenhamos cometido uma ação negativa, a menos que ela venha a ser purificada – a purificação é compreender os erros passados e modificar a mente que planta as sementes do sofrimento – viveremos as suas consequências” diz Rinpoche.

Lama Padma diz:
Atma, o mundo interno, se encontrando com Dharma, o mundo externo”.

Rinpoche explica que o ritual do jejum por dias é uma prática de purificação muito forte do carma que resultara em sua doença. A purificação das negatividades de nossa mente é um dos efeitos mais importantes da cura. A fé não é algo que possamos simplesmente ter ou querer, temos que ter uma predisposição cármica para a fé e confiança no Dharma (ensinamentos do Buda).

Na prática do budismo é natural buscar e seguir as orientações dos médicos para o tratamento de doenças, ao mesmo tempo em que devemos fortalecer a prática da fé.

Roda de Orações

Lembre-se: Todas as pessoas, de todas as religiões, que apresentarem alguma patologia no decorrer da vida deverão ser encaminhados ao médico e seguir os tratamentos adequados para uma melhor qualidade de vida.

A visão da Epilepsia pelo Espiritismo.

Mangue Seco - SE
A ciência e a espiritualidade podem esclarecer a epilepsia como a existência de múltiplas enfermidades para as desarmonias do corpo, e há inúmeras outras para os desvios da alma: “O fenômeno epileptóide muito raramente ocorre por meras alterações no encéfalo, como sejam as que procedem de golpes na cabeça, e, geralmente é enfermidade da alma, independente do corpo físico que apenas registra, nesse caso, as ações reflexas” - citação do livro O mundo maior, escrito pelo espírito de André Luiz (médico), psicografado por Francisco Cândido Xavier, que interpreta a epilepsia como questão psíquica.

Os distúrbios psíquicos são analisados a partir do plano espiritual, trazendo-nos a abalizada opinião de espíritos especialistas (instrutores espirituais). Para o espiritismo, o reflexo condicionado, como o abuso do álcool, da mediunidade e da sexualidade, pode gerar o sentimento de lesão da pessoa e afetar aqueles que foram envolvidos naquela situação, criando um campo de culpa que atrai o obsessor. A atração do obsessor depende do grau de comprometimento da lesão a si próprio e aos envolvidos, mesmo que o obsessor não esteja presente.

Os reflexos da vida passada repercutem no corpo físico de hoje, no ponto de vista espiritual, para o qual há dois tipos de epilepsia: uma funcional, em que não existe lesão anatômica; e outra de difícil controle, em que há presença do obsessor e lesão maior de culpa. O livro dos espíritos, Alan Kardec, afirma: “Sem dúvida que esses são os verdadeiros possessos (...) isto nunca ocorre sem que aquele consinta, quer por sua fraqueza quer por desejo; muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médicos que de exorcismos, têm sido tomados por possessos”. O texto refere-se a relatos do Evangelho de Lucas e Marcos que tratariam da existência de quadros epilépticos secundários à ação de obsessores desencarnados. A obra de Kardec esclarece que existem quadros de epilepsia não secundários à interferência espiritual e ligados à postura cármica das doenças.

Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra carma, na visão espírita, cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda o carma bom ou mau de suas encarnações anteriores. O médico Bezerra de Menezes, em Recordações da mediunidade, psicografado pela médium Yvone Pereira, conta um caso de epilepsia que foi ocasionado pelo suicídio em vida passada: “As convulsões nada mais são do que vínculos mentais revivendo o passado (zona de remorso)”. A zona de remorso é caracterizada por um estado anormal criado pela mente por falta de oportunidade de desabafo ou correção daquela falta grave, que fica calcada no espírito, provocando distonias diversas de uma encarnação para outra, explica o espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos.

A palavra carma significa ação e designa o nível de evolução espiritual de cada pessoa, buscando melhorar o nível espiritual para atingir estados evolutivos mais elevados. Já para os budistas, o conceito de carma se refere à consequência cármica e não ao ato em si. (ver O que é Carma? O Budismo explica.)

Alguns espíritas retardam o encaminhamento de pessoas com epilepsia para os neurologistas por acreditar que aquela manifestação é puramente mediúnica, assim, o uso de águas fortificantes e a terapia espiritual, que deve ser com vibrações, preces, palestras, pois ouvem e entendem o passe, auxiliam todo o processo de melhora. Outros espíritas acreditam que o uso de remédios para buscar o equilíbrio do corpo, juntamente com a religião tem como resultado um tratamento melhor da epilepsia.

Lembre-se: Todas as pessoas, de todas as religiões, que apresentarem alguma patologia no decorrer da vida deverão ser encaminhados ao médico e seguir os tratamentos adequados para uma melhor qualidade de vida.